quinta-feira, 18 de agosto de 2011

Ele é Fiel...

Salmo da Rede Globo: de 1964 até sempre. O golpe é o meu guia, nada me faltará.



 1. O GOLPE é o meu guia, nada me faltará.

2. Deita-me em verdes (?), guia-me mansamente a águas tranquilas propiciadas pela cooperação.

3. Refrigera a minha empresa; guia-me pelas veredas da satisfação, por amor do seu nome, oh, Redentora amada.

4. Ainda que eu andasse pelo vale da sombra da morte — visse os executados, torturados, desaparecidos—, nada diria. Não temeria mal algum, porque tu estás comigo; as tuas tropas e os teus canhões me garantem que tudo será como deve ser.

5. Preparas uma mesa perante mim na presença dos meus inimigos, todos algemados e instalados com segurança (para nós) no pau-de-arara. Sabe como é, comunistas são perigosos. Unge a minha empresa e retribuiremos, pois é dando que se recebe.

6. Certamente que a bondade e a misericórdia me seguirão todos os dias da minha vida; e habitarei na casa do GOLPE ad infinitum, pelo menos enquanto não houver repúblicas populares entre nós. Amém!

Agenor Bevilacqua Sobrinho – S. Bernardo do Campo - SP



Ministro da ditadura, Armando Falcão, amigo do peito e protetor do dono das organizações Globo, Roberto Marinho.
 

A falta que os princípios editoriais fizeram
Congratulo as Organizações Globo pela adoção de princípios editoriais. Espero, sinceramente, que a partir deste momento, decisões equivocadas e claramente tendenciosas, não se repitam, tais como:
• o editorial elogiando a tomada do poder pelos militares, após a derrubada do Presidente João Goulart;
• a decisão de ignorar o comício pelas Diretas, em 1984;
• a edição tendenciosa do debate entre os candidatos Fernando Collor de Mello e Luís Inácio Lula da Silva, em 1989;
• o infame discurso de testar hipóteses, defendido por Ali Kamel;
• a decisão de ignorar a queda do avião da Gol, em 2006, às vésperas do 1º turno;
• as notícias sensacionalistas e alarmistas sobre uma hipotética epidemia de febre amarela, em 2007;
• a falta de cobertura sobre a corrupção na CBF;
• a decisão de não noticiar o que possa ter impacto negativo para anunciantes dos veículos das organizações.
Essa lista poderia ser mais longa, mas creio que os senhores conhecem melhor os episódios do que eu.
Atenciosamente,
Cristhian Gärtner dos Santos Camilo
Rio de Janeiro

sexta-feira, 5 de agosto de 2011

Escolha foi política...


Johnbim queria ser o Pinochet da Dilma


Patrício Aylwin foi o primeiro presidente civil do Chile do período chamado de “Transición” (depois do Pinochet).

Pinochet deixou a Presidência, mas era o Ministro da Defesa, para sempre, até morrer. Nomeava quem quisesse. E tinha Orçamento próprio.

(Ao mesmo tempo em que lavava dinheiro no Riggs Bank, de Washington.)


Quando trabalhava na Globo de Nova York, este ansioso blogueiro cobriu a visita que o presidente George Bush, pai, fez a vários países da América Latina, para vender uma espécie de Alca, aquela do Tony Palocci.

Bush esteve com Collor em Brasília. Chegou a Buenos Aires pouco depois de Menem abafar uma rebelião militar.

Bush disse na Casa Rosada, com peronistas aos berros, do lado de fora: acabou o tempo dos ditadores.

A comitiva – eram três aviões – cruzou a Cordilheira dos Andes numa manhã radiosa e pousou em Santiago.

Na pista, majestoso, como um General da Banda, num pódio elevado, Pinochet. E o mesmo Bush elogia o Governo Pinochet.

E segue para a casa – discreta, num bairro burguês – do suave Aylwin, que deixaria o Governo pouco depois.

Durante muito tempo, o poder no Chile foi compartilhado, constitucionalmente, pelo Presidente civil e o Ministro da Defesa, Pinochet.

Johnbim queria ser o Pinochet da Dilma. O guardião da Ordem militar.

Era quem guardava a chave dos porões em que se escondia a tigrada.

Foi Johnbim quem detonou o ínclito delegado da Polícia Federal, Paulo Lacerda, com a babá eletrônica, que só não se tornou mais ridícula do que o grampo sem áudio, ou áudio sem grampo, do Gilmar Dantas, o funcionário do banqueiro Daniel Dantas.

Foi Johnbim quem boicotou a Comissão da Verdade, através do PiG-Partido da Imprensa Golpista.

E destratou, em termos – como sempre -  deselegantes, o Ministro dos Direitos Humanos, Paulo Vanucchi. Johnbim é Cerra, o último autoritário.

(Johnbim era o penúltimo.)

Johnbim é um herói dos conservadores, aquele que adultera a Constituição e todo mundo acha muito engraçado.

Johnbim achou que ele é quem ia comprar os caças.

Que ele tinha um Orçamento próprio, como o Pinochet.

Se houvesse uma tentativa de Golpe da Direita, amigo navegante: o Johnbim ia votar no Cerra ou na Dilma?

A Presidenta podia confiar no “dispositivo militar” que o Assis Johnbim Brasil montasse para defendê-la dos Golpistas, o pessoal da UDN de varejo ?

A Eliane Catanhede na Folha (a “cheirosa”) e o Estadão citam militares anônimos – é uma especialidade da casa, fontes anônimas – que estão uma fera com o Celso Amorim.

Este ansioso blogueiro entende a razão: Johnbim se fué (tomou um pé no traseirão).


Paulo HenriqueAmorim

quinta-feira, 4 de agosto de 2011

Prossegue a faxina...

Jobim entrega carta de demissão, e Celso Amorim assume a Defesa

Convidado, ex-ministro das Relações Exteriores aceitou, informou Planalto.

Jobim deixa governo após revista publicar falas com críticas a colegas.

Ministras Gleise Hoffmann e Ideli Salvati, vítimas da grosseria do armário de esqueletos tucanos implantado no governo petista.

Jobim deixou o cargo após a publicação pela revista dos banqueiros paulistas, "Piauí", de reportagem na qual ele faz críticas às ministras Ideli Salvatti (Relações Institucionais) e Gleisi Hoffmann (Casa Civil).
Na edição deste mês da revista, que circulou nesta quinta-feira, Jobim afirma que a ministra Ideli Salvatti era "muito fraquinha" e que Gleisi Hoffmann "sequer conhece Brasília". Ele negou que tivesse dado as declarações, mas a direção da revista reafirmou.

Nota do Jenipaponews: Finalmente o post sobre a queda deste armário de inutilidade saiu aqui no JenipapoNews onde se encontrava hibernando há uns três meses.
Vem mais ex-ministors por aí, inclusive, filiado ao PT. Precisa nem dizer quem será. Seria uma (in)justiça, né ministro Cardozo?

domingo, 24 de julho de 2011

"Rehab" ...

(clique na Amy)

Rosana Hermann

Eu gostava da Amy. Ainda estou chocada com a morte da cantora. Claro, todo mundo imaginava que ela não viveria muito se a dependência química não fosse tratada. Mas olha, o problema das drogas é mais complexo do que parece. A pessoa tem uma tendência, um desequilíbrio químico, uma condição mental. Não é simplesmente o caso de dizer "ela procurou isso" e virar as costas. Tem gente que sempre culpa a vítima, impressionante. Ela tinha um impulso destrutivo, muito gente tem. É doença. Não faz parte do projeto natural  do ser humano nascer e autodestruir-se, faz? Portanto, ela tinha uma condição que a levava a isso. Um bug, uma falha, uma doença.

Era tudo tão visível, o talento, a doença. Na mesma proporção, imensos, gigantescos. E uma vida tão breve, com tanto sofrimento.

Quando fui ao show dela em São Paulo, no Anhembi, vi gente péssima na plateia, pedindo pra ela beber, aplaudindo quando ela tomava um gole. As mesmas pessoas que ESTIMULAM o doente, o viciado, a consumir o que lhe mata vai apontar dedos na cara e dizer que "foi a escolha dela".

Não escolhemos o que somos. Nem os talentos, nem as fraquezas e doenças. A gente tem que aprender a lidar, a controlar, a se tratar. Mas se tudo fosse tão simples, só questão de consciência e opção, então por que comemos comida que nos faz mal? Por que tanta gente quer emagrecer  e não consegue parar de ingerir  gordura, sal, açúcar, porcaria? Nunca aconteceu com você? Você decide que vai fazer uma coisa e não CONSEGUE seguir aquilo que você mesmo decidiu? Quer levantar e sente preguiça? É só questão de "força de vontade?" Claro que não. E mesmo a falta de força de vontade não É CULPA da pessoa.

Essas coisas absurdas como "gordo é sem-vergonha porque come muito", de "homossexual que fez esta opção" (a orientação sexual não é escolha e evidentemente não é uma doença, por favor), de drogados que "escolheram esse caminho", não tem sentido. Todos temos problemas, questões, condições, tanto faz o termo. Precisamos de ajuda e tratamento quando estamos doentes. Precisamos de respeito sempre. E o primeiro passo pra respeitar o problema do outro é reconhecer o nosso. Mas, né, tem que ser muito bem resolvido pra admitir sua verdade.
Eu vou chorar a morte de Amy. Como eu choraria qualquer morte prematura, qualquer vida de sofrimento. Eu era fã.

Ainda sou

Rosana Hermann é jornalista da Rede Record
Caricatura: João de Deus Netto


sexta-feira, 22 de julho de 2011

O Raio X definitivo de Ricardo Teixeira...

(clique no Teixeira)
Só leia se tiver estômago...

Cosme Rímoli – R7

Quem não tiver estômago não deve ler esse post. Não é nem um pouco agradável escrevê-lo. Mas é necessário, obrigatório. Mostrar o que pensa o homem que manda no futebol do Brasil.
A revista Piauí conseguiu entrevistar Ricardo Teixeira. E sem disfarce, retoques. A matéria tem oito páginas valem as frases... A certeza de que se julga acima do bem e do mal... É esse homem quem manda no futebol brasileiro desde 1989... E ninguém tem coragem de contestá-lo...
Ninguém...

“Meu amor, já falaram tudo de mim: que eu trouxe contrabando em avião da seleção, a CPI da Nike e a do Futebol, que tem sacanagem na Copa de 2014. É tudo da mesma patota, UOL, Folha, Lance, ESPN, que fica repetindo as mesmas merdas”

“Portanto, só vou ficar preocupado, meu amor, quando sair no Jornal Nacional”.

“Não vai ter isso, não: está tudo sob controle”. (Sobre combinação de perguntas em entrevista com a Globo. A resposta foi a um executivo da empresa Match, que negocia pacotes de hospedagem para a Copa, sobre se haveria perguntas sobre os preços dos ingressos de 2014)

“Eu vou infernizar a vida deles. Enquanto eu estiver na CBF, na Fifa, onde for, eles não entram” (Sobre a BBC)

“Dele, eu não deixo passar nada. Outro dia, recebi um dinheiro dele. Mas eu dôo para a caridade. Na próxima que ganhar, vou publicar no site da CBF um agradecimento” (Sobre Juca Kfouri)
“Ele está trabalhando para a Record” (sobre Garotinho)

“Não ligo. Aliás, caguei. Caguei montão. O neguinho do Harlem [bairro pobre nova-iorquino] olha para o carrão do branco e fala: ‘quero um igual’. O negro não quer que o branco se foda e perca o carro. Mas no Brasil não é assim. É essa coisa de quinta categoria” (sobre acusações de corrupção)

“Pegava duas novelas e o Jornal Nacional, você sabe o que é isso?” (Sobre remarcação de jogo Brasil x Argentina em 2001 para as 19h45, em retaliação a um Globo Repórter com denúncias sobre ele)

“Quanto mais tomo pau da Record, fico com mais crédito com a Globo”

“A imprensa brasileira é muito vagabunda... Não leio mais porra nenhuma, a vida ficou leve para cacete, tá muito bom”

“A imprensa é a maior culpada de tudo isso. Por ser toda paulista, passou três anos tentando enfiar goela abaixo o Morumbi. Com isso, atrasaram todos os projetos” (sobre atrasos na Copa em SP)

“Em 2014, posso fazer a maldade que for. A maldade mais elástica, mais impensável, mais maquiavélica. Não dar credencial, proibir acesso, mudar horário de jogo. E sabe o que vai acontecer? Nada. Sabe por quê? Porque eu saio em 2015. E aí, acabou”

"Caguei. Caguei de montão" (Este é o seu resumo todo seu sobre as acusações que sofre recebe diariamente...)

Teixeira não desmentiu sequer um palavra da entrevista... Só há uma grande notícia nas suas declarações. Ricardo Teixeira jura que deixa a CBF em 2015...
Há dois candidatos para sucedê-lo... Sua filha ou Andres Sanches... Ele já disse que vai escolher, quando quiser... Isso se não mudar de idéia e continuar na CBF... Que trata como sua casa...
Este é o presidente da CBF...

Caricatura: João de Deus Netto


Andrés Sanches... Presidente do Corinthians.


Ganha estádio por apoiar Ricardo Teixeira
Dirigente se alia ao presidente da CBF e recebe sede da Copa como prêmio.

Em 2007, o Corinthians passou pelo vexame de ver a sua sede invadida pela polícia. Com autorização da Justiça, agentes recolheram documentos e computadores. O alvo era o então presidente Alberto Dualib. 

Andrés Sanchez tinha sido vice-presidente de futebol de Dualib pouco antes: eram os tempos de Carlitos Tevez dentro de campo. 

Fora de campo, quem comandava era Kia Joorabchian (representante da então parceira MSI). O iraniano era acusado de usar o clube para lavar o dinheiro roubado pela máfia russa. 

Kia e Andrés viraram íntimos. Saíam sempre juntos para aproveitar a noite paulistana. 

Dualib acabou condenado a três anos e quatro meses de prisão em regime aberto. Andrés escapou, não se sabe como. 

Acuado pela polícia, Andrés pulou rápido para o barco da oposição. E acabou eleito presidente do Corinthians em 2007. 

Quem conhece os bastidores da política corintiana, como o jornalista e blogueiro Paulo Cézar Prado, o Paulinho, diz que a parceria com Kia continua. 

- O senhor Andrés Sanchez é laranja do senhor Kia Joorabchian. Kia Joorabchian é hoje o presidente de fato do Corinthians e o André Sanchez é o presidente de direito. 

Na estreia do Heródoto Barbero, na RecordNews, o tucano Geraldo Alckmin foi peremptório.

Não ia dar um tusta para o Itaquerão.

Um tusta !

Hoje, diante dos argumentos poderosos do Andrés Sanchez, ele anunciou que o Governo do Estado de São Paulo vai entrar com R$ 70 milhões.


Que encantos tem o Sanchez?

Dimitris Tzalas - conhecido como "Grego" - que compra e vende jogadores. E já fez vários negócios com o Corinthians. 

- É realmente uma quadrilha. Estão ganhando muito dinheiro. Não tem negócio feito no Corinthians que o Andrés não leve comissão. Não é à toa que o chamam de "Taxinha". 
- Este é o TED da conta do Carlos Leite para a Luppi [R$ 700 mil datados de 11/01/2009]. Tenho outro aqui, do Carlos Leite para o Oliveiro Junior [R$ 350 mil], agora, este daqui você vai reconhecer… da Luppi para o Wagner Martins Ramos… sabe quem é, né? 

Wagner foi sócio de Andrés na Sol Embalagens Plásticas, como aparece nos documentos da Junta Comercial de São Paulo. 

Hoje, a empresa está em nome de um primo de Andrés - José Sanchez Oller. 

José, Wagner e Andrés têm uma vida empresarial movimentada. Já foram ou ainda são sócios de 43 empresas. Elas mudam frequentemente de nome e endereço. 
Quando começou a frequentar o Corinthians, Andrés Sanches era um homem pobre. A família vivia do dinheiro de uma banca de verduras no Ceasa de Campinas. Depois, abriu uma fábrica de embalagens. 

Hoje, a simplicidade é coisa do passado. Dentro de seu carrão importado, gosta de dizer que é um homem bem-sucedido. Cyborg estranha o padrão de vida do dirigente. 

- Como é que milionário não tem nada no nome dele? Ele não tem nenhuma propriedade no nome dele? 

Com fama de explosivo e boêmio, Andrés Sanchez virou um personagem importante, não apenas para o Corinthians, mas para a estrutura de poder do futebol brasileiro. Ele virou parceiro preferencial de Ricardo Teixeira, o chefe da CBF. Foi assim que o presidente do time mais popular de São Paulo decidiu votar de acordo com os interesses de Teixeira e da TV Globo, na eleição para o Clube dos 13. 

Fonte: Jornal da Record

sábado, 16 de julho de 2011

Rupert Murdoch...

Um tranco no barão da direita
Por Alberto Dines
Um episódio sem precedentes na história do moderno jornalismo: o fechamento do tablóide marrom News of the World (doravante designado como NOTW) e a prisão de duas figuras-chave, depois soltos sob fiança – sem qualquer passeata ou abaixo-assinado de protesto –, marcam uma espetacular virada nas relações mídia-midiados no mundo ocidental.
O leitor-cidadão, afinal, percebeu o entupimento da rede de esgotos; a sujeira acumulada começou a escapar pelo ralo e macula o processo democrático, o sagrado direito de informar e, de roldão, a última profissão romântica.

Para avaliar as dimensões do acontecido convém anotar o seguinte:
A imprensa não está no banco dos réus. Quem denunciou o escândalo não foi um governo autocrático nem uma polícia bolivariana: foi um jornalão de qualidade,o progressista The Guardian, secundado as ottovoce, meia voz, pelo conservador The Economist.
 Escândalo flagrado e denunciado, ninguém está clamando por mais controles sobre a imprensa. Em uníssono (até agora), todos exigem que a autorregulação saia da esfera do engodo e da fantasia para tornar-se real, efetiva, sobretudo rápida.
 É um equívoco considerar Rupert Murdoch como símile contemporâneo dos magnatas da imprensa do passado: sua linhagem não é a mesma de W. R. Hearst. Está mais para Joseph Goebbels. Murdoch é um caudilho da direita internacional empenhado em destroçar tudo o que o liberalismo político e o welfare state construíram ao longo do último século. O ex-premiê José Maria Aznar não faz parte de um dos Conselhos da News Corp. por seus méritos jornalísticos. Ele está lá por que é um expoente do reacionarismo espanhol até hoje empenhado em santificar Francisco Franco.

Bola de neve

O fechamento do NOTW e seus inevitáveis desdobramentos não podem ser circunscritos às singularidades britânicas, nem sua associação com policiais eram exclusividade dos legionários de Murdoch. O editorial que introduz o especial do Economist sobre imprensa nesta semana deixa claro que outros tablóides usavam os mesmo métodos, talvez menos ostensivamente. Importa saber que Murdoch tem mais força política nos EUA. É o patrono da metade de um gigantesco país entregue a uma histeria conservadora que alimenta continuamente através do vale-tudo noticioso da Fox News (chamado defoxificação pelo Economist) que vence em audiência e faturamento as rivais CNN e MSNBC juntas.
 Na entrevista que concedeu à Folha de S.Paulo na segunda-feira (11/7), o antípoda de Murdoch, o fundador do El País Juan Luís Cebrian, lembrou que “jornais nasceram no começo do século 19... formam parte das instituições do mundo democrático... jornal é uma concepção de mundo. Da primeira à última página...” (ver “Google e Facebook são os concorrentes dos jornais”). Murdoch detesta os jornais-instituições, sua visão de mundo é diametralmente oposta. O jornal-instituição tende naturalmente para um processo decisório colegiado, minimamente consensual. É o que o déspota Murdoch mais detesta.
 Apostou na internet porque representava o fim da imprensa esclarecedora, iluminista. Preocupou-se mais em enfrentar a pirataria do Google (que se servia do conteúdo alheio para ficar com o total das receitas) do que em explorar vantagens digitais como ferramenta ou plataforma.
Há 20 anos que Rupert Murdoch ganha todas as paradas. Em algum momento o processo deveria ser barrado. Ou drasticamente revertido. Tudo indica que o momento chegou. A bola de neve pegou um dos mais perversos criadores de bolas de neve.

AULA DE CIDADANIA...

(clique e amplie)
Cineas Santos
Pediram-me que traçasse um rápido perfil da arqueóloga Niède Guidon. Não precisei pensar muito para fazê-lo: é uma cidadã competente, obstinada e corajosa, cercada de problemas e incompreensões por todos os lados. Venho acompanhando, com o mais vivo interesse, a trajetória da Dra. Niède desde o início da década de 70. Nunca vi ninguém com maior capacidade de entregar-se, de corpo e alma, a uma causa que não é apenas dela; é da humanidade: a defesa incondicional do Parque Nacional da Serra da Capivara. Por ele, Niède morreria se necessário fosse. Aliás, em mais de uma oportunidade já foi ameaçada de morte. Com ardente paciência e com uma coragem que beira à insanidade, a pesquisadora não transige, não faz concessões nem conchavos. Exige que se cumpra a lei, que se respeitem a vida e os registros do que, um dia, foi vivo.
          Os desafios e empecilhos, na vida da pesquisadora, apareceram antes mesmo de ela chegar à Serra da Capivara. No início da década de 60, ao ver algumas fotos das pinturas rupestres da serra, decidiu, por sua conta e risco, percorrer os 3.000 Km que separam São Paulo do Piauí encarapitada num bravo fusquinha. O transbordamento de um rio, na Bahia, impediu-lhe a passagem. Não desistiu do intento e já se preparava para fazer o mesmo percurso, quando ocorreu o golpe de 64. A arqueóloga teve de deixar o país às pressas para não ser presa. Na França, longe das garras dos generais de plantão, manteve aceso o sonho de voltar à Capivara. Em 1973, regressou ao Brasil e, finalmente, pôde defrontar-se com “a mais bela visão” de sua vida: os imensos paredões   da serra, rendilhados de pinturas rupestres, únicas no mundo. Armou sua tenda no meio da caatinga e, ao longo desses 38 anos, só se afastou da Capivara para buscar recursos em Brasília e no exterior. Com o que conseguiu pôde viabilizar novas pesquisas e criar o Museu do Homem Americano.
          É ocioso dizer que sempre conviveu com incompreensões de toda ordem. Se os são-raimundenses encaravam-na com desconfiança, acusando-a inclusive de “furtar peças para vender na França”, seus colegas de ofício não aceitavam sua tese de que, há mais 50 mil anos, humanos já povoavam aquela remota região do planeta. Impávida, lutou pela criação do Parque e vem lutando, obstinadamente, pela conclusão do aeroporto internacional de São Raimundo Nonato, “única forma de tornar o Parque Nacional da Serra da Capivara auto-sustentável”, acredita.
          Na semana passada (30/06), na Academia de Medicina do Piauí, com voz cansada e gestos lentos, Niède Guidon ministrou uma magnífica aula de cidadania para uma plateia atenta e emocionada. Ao terminar, deixou em cada um de nós um sentimento contraditório, misto de alegria e tristeza. Alegria por sabermos que existem pessoas capazes de se doar a uma causa tão nobre; tristeza por não sabermos o que será do Parque quando ela se for.

Niède desembarca no Alto Xingú em 1970. Daí para o Piauí, foi um salto na história.

Niède Guidon (Jaú, São Paulo, 12 de março de 1933) – Arqueóloga brasileira descendente de franceses. Formada em História Natural pela USP, trabalhou no Museu Paulista, quando tomou conhecimento do sítio arqueológico de São Raimundo Nonato no Piauí no Piauí, no ano de 1963.
Especializou-se em arqueologia pré-histórica, pela Sorbonne, e especialização pela Universidade de Paris I.
Desde 1973 integra a Missão Arqueológica Franco-Brasileira, concentrando no Piauí seus trabalhos, que culminaram na criação, ali, do Parque Nacional da Serra da Capivara.


Cineas Santos é professor e editor em Teresina, Piauí.


Caricatura: João de Deus Netto (Jenipaponews)
Foto Niède no Xingú - escavada do livro "O Paraíso é no Piauí", da jornalista .Solange Bastos.
As origens do homem americano de 60 mil anos, nestes links:

quinta-feira, 7 de julho de 2011

ADIVINHE QUEM VAI ENGOLIR QUEM?

CARREFOUR: 15.973 funcionários
CASINO: 11.663 funcionários
PÃO DE AÇÚCAR: 1.643 funcionários


(clique e amplie)

Casino diz que não abrirá mão do direito de controlar Pão de Açúcar

Grupo francês, em 2005, comprou direito a ter o controle a partir de 2012.
Casino diz que irá analisar documentos que está recebendo sobre a fusão PÃO AÇÚCAR / CARREFOUR.


Presidente do Grupo atacadista Francês e um dos maiores do mundo, CASINO, sobre se valeu a pena ou não fazer negócio com Abílio Diniz, dono do Grupo Pão de Açúcar:
 “Considero que fiz muito bem em investir em 1999, quando o Brasil ainda não era o que é hoje em dia e o Grupo Pão de Açúcar era um negócio medíocre, que saía de uma quase falência. Quando Diniz procurou no mundo inteiro investidores, eu fui aquele que aceitou. Fiz essa aposta e estou muito contente com o desenvolvimento do Pão de Açúcar e do Brasil”.
Jean-Charles Naouri presidente do grupo varejista francês, Casino.

PARA ENTENDER MELHOR

O Pão de Açúcar estava falindo, então pegou 2 bilhões de dólares com este Grupo CASINO, assinando compromisso de que dentro de dois anos faria sociedade com a própria Casino, dando 43% das ações como forma de agradecimento e garantia de sociedade para o principal concorrente, na França, da gigante Carrefour.
Agora, na surdina, Diniz traia quem lhe socorreu, fazendo sociedade com o arqui-inimigo de quem não lhe deixou cair em desgraça. E o que é pior, querendo dinheiro do governo (BNDES / povo) pra se dar bem no mercado varejista internacional.

Quem ainda lembra, deve estar se perguntando: Abílio Diniz pegando dinheiro do governo Dilma/Lula? O mesmo Lula que ele dizia ser amigo e patrocinador, junto com o PT, dos terroristas chilenos que o seqüestraram na época das eleições presidenciais que não eram vigiadas e denunciadas pela internet?!

A imprensa golpista chefiada, pela Globo, botava e tirava quem eles queriam dos cargos políticos mais importantes no Brasil. O farsante “caçador de marajás”  da “república das Alagoas”, Fernando Collor, foi um produto mal acabado dessa máfia. Depois veio o enganador, mentiroso e cínico sociólogo FHC, e, por último, desnecessário relembrar o episódio mais sujo de uma campanha eleitoral em toda história recente do planeta, tendo como boneco de recado o autoritário, igualmente enganador e também farsante (diplomas comprovam), José Bolinha de Papel Higiênico Serra. 
A hora e a vez do Abílio Diniz também ajustar as contas amargas do Pão de Açúcar com o traído “sócio” que lhe deu proteína financeira pra sobreviver.

@@@@

PLANTÃO! A suposta desavença entre o Pão de Açúcar e o seu financiador e sócio Casino, na verdade é uma jogatina para que se encontre uma solução que envolva também o Carrefour. Aí é que terrorismo comercial será maior com estes três gigantes se apoderando do comércio varejista brasileiro.

Perguntinha que não quer ser vendida no varejo: ainda existe no Brasil um órgão de nome CADE – Conselho Administrativo de Defesa Econômica?
Esta autarquia ligada ao Ministério da Justiça tem como objetivo orientar, fiscalizar, prevenir e apurar abusos do poder econômico, exercendo papel tutelador da prevenção e repressão do mesmo.

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 FUSÃO EMPRESARIAL COM DINHEIRO DO POVO?!!!
 (Clique para ampliar)

Chega a ser molecagem (e é!) que os tucanos estejam falando em CPI sobre a possível participação do BNDES (Bndespar) na operação de fusão do Pão de Açúcar com o francês Carrefour. A autoridade moral do tucanato, neste assunto, está mergulhada no esgoto Tietê.


(João Grillo-JenipapoNews)

SEQUESTRADORES PETISTAS - Polícia veste camisa do PT em um dos sequestradores.
Veja a sujeira do sequestro do Abílio Diniz atribuído ao PT/Lula, em 1989. A canalhice deu vitória no segundo turno ao Collor. Leia o desmentido: CLIQUE   


ABÍLIO DINIZ, HOJE:
  
“Espero que o legado de Lula não se perca”(19/10/2010)
Véspera da já assegurada derrota do Serra.  CLIQUE 

 Nota do Jenipaponews: O governo de FHC ven(deu) parte do patrimônio público do Brasil dando dinheiro(?) do próprio Brasil (BNDES) para os compradores "comprarem"(?) o que era do Brasil.
Tá ruim de entender, não está?!

SALVE-SE QUEM PUDER!


Com a possível junção do Pão de Açúcar com o Carrefour será criada a terceira maior empresa do Brasil, só menor do que a Petrobrás e a Vale do Rio Doce!

Assombroso? Deixa isso acontecer, pra se ver como ficarão os preços das mercadorias no poder desse quase monopólio!
Mais? O presidente do CNDL – Confederação Nacional de Diretores Lojista – alerta sobre a certeza de fechamentos de lojas por causa da “sobreposição” (das já existentes), dos dois grupos. Algo como duas na mesma região, ou muito próximas.
   

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