domingo, 10 de abril de 2011
De Rabo Preso...
PSDB, DEMo, PT, STJ, STF, PIG (Partido da Imprensa Golpista), TODOS COMEM NA MÃO DESTE MAFIOSO TRILIARDÁRIO
Refletir sobre as revelações da revista Carta Capital é desalentador.
Clique aqui para ler “Carta desmascara a Época” em editorial do Mino Carta, “Daniel Dantas é invulnerável porque conhece todos os podres”.
Todos os podres de todos os poderes: Judiciário (cabe vir em primeiro lugar), o Legislativo, o Executivo (nos governos FHC e Lula) e no quarto poder, a Imprensa Golpista (PIG), onde ele deita e rola.
Como diz o Mino, o fato de não existir um “mensalão”, mas, sim, um sistema ilegal de financiamento de campanha e cooptação de empresas e intermediários de variada espécie não tira ninguém, de todos os partidos, da cadeia.
Como diz o Mino, o emprego da palavra “mensalão” é o login do PiG (Imprensa Golpista) para entrar na página em que condena o PT e absolve os santinhos do PSDB – especialmente FHC, que incubou Dantas, e Padim Pade Cerra, cujos membros da família , por duas vezes, pelo menos, se associaram o Complexo Dantas Para Salvar o Brasil – numa empresa com sede em Miami (epa!) e em outra que, como demonstrou o jornalista Leandro Fortes, violou milhões de sigilos fiscais, com o ”trabalho interno” de um amiguinho no Banco do Brasil.
(Não se iludam: o livro do Amaury vem aí)
Este ansioso blogueiro não se cansa de dizer: antes de readmitir o Delúbio, o PT tem que se acertar com o Daniel Dantas.
O financiamento ilegal de campanha é intrínseco ao sistema político brasileiro.
Dele quem mais se beneficia é um passador de bola (Dantas) apanhado no ato de passar bola, cujo business plan se sustentava em: usar dinheiro dos outros (dos fundos de pensão e do Erário ); e a impunidade na Justiça.
Ele faz e arrebenta, porque, como diz o Mino, é invulnerável.
Mas também as empreiteiras e grandes fornecedores são capazes de, através de Kurts da vida, manipular os partidos e os políticos.
A (operação da PF) Castelo de Areia foi dissolvida n’água, numa decisão inacreditável: o STJ deu aos ricos a certeza da impunidade - o câncer do Brasil.
Porque, aparentemente, a Justiça tem a percepção de que, se fizer Justiça, o sistema político se desmancha.
Rico no Brasil não é suspeito.
E, breve, se os tucanos mandarem, não pagarão impostos, como recomenda a revista britânica The Economist que recomenda o PSDB a mudar TUDO dentro do partido, se quiser sobreviver.
O sistema político brasileiro não vai acabar com o financiamento ilegal das campanhas. Seria retirar o oxigênio que se respira na laranja que Niemeyer cortou ao meio e depositou na Praça dos Três Poderes (podres) em Brasília.
Se aprovar o financiamento público, será mais desrespeitado que a Constituição.
Dantas é o maior dos corruptores. Marcos Valério, seu patético instrumento. Eles são um exemplo de como é fácil comprar todo o sistema político brasileiro
Urbi et Orbi.
Em São Paulo, Minas, Rio, tudo converge para Brasília, que, hoje, concentra mais escritório de lobby-cum-advogados do que em toda a Washington (USA). O Kakay, por exemplo. O grande advogado de Brasília. Não há em Washington ninguém que se compare na relação número de causas-sucessos obtidos.
A única comparação possível é com Márcio Thomaz Bastos (ex Ministro FHC), que não perde uma no Supremo. Ou o Greenhalgh, também chamado de “Gomes”, na Operação Satiagraha.da PF. Sem ele, a BrOi (telefonia), a P-36 do Governo Lula, não existiria.
(Hoje, aparentemente, o ”Gomes” se dedica a incentivar a publicação de livros que mesclam as biografias de São Francisco de Assis com a de Daniel Dantas). Interessante que Greenhalgh, Bastos e Kakay começaram a vida pelo lado esquerdo, a defender presos políticos no regime militar.
Falta-nos o Padre Vieira (longe de ser essa a vocação do maior jornalista brasileiro, Mino Carta).
A conjugação do verbo “rapio” é o que dá vida e coerência ao sistema. O Brasil está à venda.
A apropriação do Estado pelos ricos mais espertos é tão brasileira quanto o Tico Tico no Fubá. E sai barato. É só ver as contas do Marcos Valério na Carta.
Com qualquer dez mil reis se compra qualquer coisa. E ninguém vai em cana. ou é importunado com uma investigação criminal.
Como disse outrora um brasileiro de que devemos nos orgulhar, o Juiz Fausto de Sanctis.
O Brasil é um paraíso.
Paraíso penal.
PHA – Conversa Afiada
Caricatura e arte: João de Deus NETTO
sábado, 9 de abril de 2011
Provocando Mino Carta
por André Pereira
Mino Carta, o jornalista genovês de 76 anos que adotou o Brasil desde os 14 anos, define Lula como “o presidente mais amado da história da Nação. É simplesmente um gênio político, dotado de uma sabedoria inata que foi sendo aperfeiçoada ao longo da sua trajetória de vida”. Mino considera que a eleição de um ex-metalúrgico, um ex-operário que se identifica com o povo, para presidente do Brasil, é um divisor de águas na história de um país como o nosso que padece,
entre outros males de origem, de uma colonização feita por predadores e de ostentar o título inglório de a última nação a declarar o fim da escravidão.
Mino acredita que o golpe de 1964 impôs danos terríveis, que o Brasil ainda não compensou. “Naqueles idos formava-se um proletário que se robustecia e poderia ter resultado em uma classe econômica e social que faria grande diferença no país”. Ele também minimiza o protagonismo militar no episódio. “Quem deu o golpe foram os donos do poder, as elites; os milicos fizeram o trabalho sujo”.
Conhecido pelos textos primorosos e pelo nível superior dos veículos impressos que criou (Veja, IstoÉ, Senhor, Quatro Rodas, Jornal da Tarde, Jornal da República, Carta Capital), Mimo fez TV, também, mas como relembrou, sofreu contrariedades. Um desses programa, da extinta TV Tupi, sequer foi ao ar, proibido no nascedouro pelo então ministro da Justiça, Armando Falcão, que considerou uma discussão sobre o machismo, atentatória à moral e aos bons costumes da ditadura brasileira. Para diversão da platéia, ele lista entre os convidados do debate o que classifica como atores garanhões do cinema pornô tupiniquim como David Cardoso e Jece Valadão.O outro programa sobreviveu por alguns meses.
E a terceira experiência televisa, “Jogo de Carta”, exibido na antiga TV Record, este, sim, vingou por três anos em sua pretensão de fazer a defesa disfarçada de Tancredo Neves contra o indigitado Paulo Maluf. Até que o governo incomodou demais os proprietários da família de Paulo Machado de Carvalho (aquele mesmo bonachão Marechal do Bicampeonato Brasileiro de Futebol) pressionando e pedindo sua cabeça.
Mino incomoda-se com a pergunta de um estudante de Jornalismo que, na platéia, menciona, de passagem, sua polêmica demissão da revista Veja. O menino quer sua apreciação sobre outro tema que se perde porque Mino fixa este episódio e ressalta definitivo: “Eu me demiti, não fui demitido”, diz para repetir, várias vezes depois, como se sua honra profissional estivesse em jogo. Narra, indignado, que contou sua saída da revista em uma entrevista de quatro horas de duração para o autor do livro “Notícias do Planalto”, Mario Sérgio Conti, que, entretanto, cunhou a versão indesejável do pé no traseiro na obra que ele trata como abominável e hediondo.
Na autoconcepção pública que ele próprio divulga, Mino é “muito chato” porque impõe um relacionamento difícil a quem está nas suas cercanias: perde o controle, costuma gritar, esbraveja e gesticula, teatraliza colérico e sanguíneo. “Mas me recomponho rapidamente. Só gostaria de ser mais sábio e sereno”, afirma, sem convencer muito quem ouve recortes de sua preciosa jornada jornalística, empreendida ainda hoje com a companhia da sua inseparável máquina de escrever Olivetti onde diz que batuca sem grande habilidade pois, às vezes,os dedos intrometem-se entre as teclas, mas segue fidelíssimo a uma imperturbável e intransferível missão de vida: “No final das contas isto é bem simples: eu só quero mesmo ser um jornalista de verdade”.
Mino Carta é diretor de redação de CartaCapital. Fundou as revistas Quatro Rodas, Veja e CartaCapital. Foi diretor de Redação das revistas Senhor e IstoÉ. Criou a Edição de Esportes do jornal O Estado de S. Paulo, criou e dirigiu o Jornal da Tarde.
André Luiz Simas Pereira ganhou o Prêmio Esso com apenas 21 anos e é jornalista no Rio Grande do Sul.
Caricatura: João de Deus NETTO
sexta-feira, 1 de abril de 2011
Roberto Carlos e a Ditadura Militar de 64
por Urariano Mota,
As datas, os aniversários, têm um poder evocativo muito forte. Esta semana me veio de súbito uma pergunta: que música seria mais representativa do golpe militar de 64? Quais canções, que músico seria mais representativo daqueles anos inaugurados em um primeiro de abril?
Num estalo me veio que Roberto Carlos deve ter sido o compositor mais representativo da ditadura. Não sei se num curto espaço conseguirei ser claro. Mas tento. Os mais velhos sabem que a lembrança daqueles anos muito tem a ver com os rádios, em todos os lugares, tocando
“De que vale o céu azul e o sol sempre a brilhar
se você não vem e eu estou a lhe esperar
só tenho você no meu pensamento
e a sua ausência é todo meu tormento
quero que você me aqueça nesse inverno
e que tudo mais vá pro inferno”
Quando Roberto Carlos explodiu os rádios do Brasil, ele cresceu em um programa que arrebentou em 65. O programa Jovem Guarda se opunha ao O Fino da Bossa, com Elis. Enquanto O Fino da Bossa fazia uma ponte entre os compositores da velha guarda do samba e os compositores de esquerda, o Jovem Guarda…
“Eu vou contar pra todos a história de um rapaz
que tinha há muito tempo a fama de ser mau..”
“O Rei, o Rei não tem culpa…”, diz-nos um senhor encanecido, ex-jovem guarda (e como envelheceu a jovem guarda!). “O Rei não tem culpa…”. Sim, compreendemos: quem assim nos fala quer apenas dizer, Roberto Carlos não teve culpa de fazer o medíocre, de falar aos corações da massa jovem daqueles anos. À juventude alienada, mas juventude de peso, em número, que ganha sempre da minoria de jovens estudiosos. Que mal havia em falar para a sensibilidade embrutecida mais ampla? É claro que ele não teve culpa de macaquear a revolução musical dos Beatles em versões bárbaras, em caricaturas dos cabelos longos, alisados a ferro e banha, para lisos ficarem como os dos jovens de Liverpool.
Mas é sintomático nele a passagem de cantor da juventude para o “romântico”. Essa passagem se deu na medida em que os jovens de todo o mundo deixaram de ser apenas um mercado de calças Lee e Coca-Cola, e passaram a movimentos contra a guerra do Vietnã, até mesmo em festivais de rock, como em Woodstock. Ou, se quiserem numa versão mais brasileira, o Rei Roberto se torna um senhor “romântico” na medida em que as botas militares pisam com mais força a vida brasileira. Ora, nesses angustiantes anos o que compõe o jovem, o ex-jovem, que um dia desejou que tudo mais fosse para o inferno? – Eu te amo, eu te amo, eu te amo…
É claro que a passagem do Roberto Carlos Jovem Guarda para o senhor “romântico” não se deu pelo envelhecimento do seu público. De 1965 a 1970 correm apenas 5 anos. O envelhecimento é outro. Nesses 5 correm sangue e raiva da ditadura militar, no Brasil, e crescimento da revolta do público “jovem”, no mundo. Enquanto explodem conflitos, a canção de Roberto Carlos que toca nos rádios de todo o Brasil é “Vista a roupa, meu bem” (e vamos nos casar). Se fizéssemos um gráfico, se projetássemos curvas de repressão política e de “romantismo” de Roberto Carlos, veríamos que o ápice das duas curvas é seu ponto de encontro.
Enfim, o namoro do Rei Roberto Carlos com o regime não foi um breve piscar de olhos, um flerte, um aceno à distância. O Rei não compôs só a música permitida naqueles anos de proibição. O Rei não foi só o “jovem” bem-comportado, que não pisava na grama, porque assim lhe ordenavam. Ele não foi apenas o homem livre que somente fazia o que o regime mandava. Não. Roberto Carlos foi capaz de compor pérolas, diamantes, que levantavam o mundo ordenado pelo regime. Ora, enquanto jovens estudantes eram fuzilados e caçados, enquanto na televisão, nas telas dos cinemas, exibia-se a brilhante propaganda “Brasil, ame-o ou deixe-o”, o que fez o nosso Rei? Irrompeu com uma canção que era um hino, um gospel de corações ocos, um som sem fúria de negros norte-americanos. Ora, ora, o Rei ora: “Jesus Cristo, Jesus Cristo, eu estou aqui”.
Os brasileiros executados sob tortura não estavam com Jesus. Nem Jesus com eles.
@@@@@
Urariano Mota é um escritor e jornalista pernambucano de Recife, autor do livro Os Corações Futuristas, romance sobre jovens perseguidos em Pernambuco durante a ditadura militar.
As datas, os aniversários, têm um poder evocativo muito forte. Esta semana me veio de súbito uma pergunta: que música seria mais representativa do golpe militar de 64? Quais canções, que músico seria mais representativo daqueles anos inaugurados em um primeiro de abril?
Num estalo me veio que Roberto Carlos deve ter sido o compositor mais representativo da ditadura. Não sei se num curto espaço conseguirei ser claro. Mas tento. Os mais velhos sabem que a lembrança daqueles anos muito tem a ver com os rádios, em todos os lugares, tocando
“De que vale o céu azul e o sol sempre a brilhar
se você não vem e eu estou a lhe esperar
só tenho você no meu pensamento
e a sua ausência é todo meu tormento
quero que você me aqueça nesse inverno
e que tudo mais vá pro inferno”
Quando Roberto Carlos explodiu os rádios do Brasil, ele cresceu em um programa que arrebentou em 65. O programa Jovem Guarda se opunha ao O Fino da Bossa, com Elis. Enquanto O Fino da Bossa fazia uma ponte entre os compositores da velha guarda do samba e os compositores de esquerda, o Jovem Guarda…
“Eu vou contar pra todos a história de um rapaz
que tinha há muito tempo a fama de ser mau..”
“O Rei, o Rei não tem culpa…”, diz-nos um senhor encanecido, ex-jovem guarda (e como envelheceu a jovem guarda!). “O Rei não tem culpa…”. Sim, compreendemos: quem assim nos fala quer apenas dizer, Roberto Carlos não teve culpa de fazer o medíocre, de falar aos corações da massa jovem daqueles anos. À juventude alienada, mas juventude de peso, em número, que ganha sempre da minoria de jovens estudiosos. Que mal havia em falar para a sensibilidade embrutecida mais ampla? É claro que ele não teve culpa de macaquear a revolução musical dos Beatles em versões bárbaras, em caricaturas dos cabelos longos, alisados a ferro e banha, para lisos ficarem como os dos jovens de Liverpool.
Mas é sintomático nele a passagem de cantor da juventude para o “romântico”. Essa passagem se deu na medida em que os jovens de todo o mundo deixaram de ser apenas um mercado de calças Lee e Coca-Cola, e passaram a movimentos contra a guerra do Vietnã, até mesmo em festivais de rock, como em Woodstock. Ou, se quiserem numa versão mais brasileira, o Rei Roberto se torna um senhor “romântico” na medida em que as botas militares pisam com mais força a vida brasileira. Ora, nesses angustiantes anos o que compõe o jovem, o ex-jovem, que um dia desejou que tudo mais fosse para o inferno? – Eu te amo, eu te amo, eu te amo…
É claro que a passagem do Roberto Carlos Jovem Guarda para o senhor “romântico” não se deu pelo envelhecimento do seu público. De 1965 a 1970 correm apenas 5 anos. O envelhecimento é outro. Nesses 5 correm sangue e raiva da ditadura militar, no Brasil, e crescimento da revolta do público “jovem”, no mundo. Enquanto explodem conflitos, a canção de Roberto Carlos que toca nos rádios de todo o Brasil é “Vista a roupa, meu bem” (e vamos nos casar). Se fizéssemos um gráfico, se projetássemos curvas de repressão política e de “romantismo” de Roberto Carlos, veríamos que o ápice das duas curvas é seu ponto de encontro.
Enfim, o namoro do Rei Roberto Carlos com o regime não foi um breve piscar de olhos, um flerte, um aceno à distância. O Rei não compôs só a música permitida naqueles anos de proibição. O Rei não foi só o “jovem” bem-comportado, que não pisava na grama, porque assim lhe ordenavam. Ele não foi apenas o homem livre que somente fazia o que o regime mandava. Não. Roberto Carlos foi capaz de compor pérolas, diamantes, que levantavam o mundo ordenado pelo regime. Ora, enquanto jovens estudantes eram fuzilados e caçados, enquanto na televisão, nas telas dos cinemas, exibia-se a brilhante propaganda “Brasil, ame-o ou deixe-o”, o que fez o nosso Rei? Irrompeu com uma canção que era um hino, um gospel de corações ocos, um som sem fúria de negros norte-americanos. Ora, ora, o Rei ora: “Jesus Cristo, Jesus Cristo, eu estou aqui”.
Os brasileiros executados sob tortura não estavam com Jesus. Nem Jesus com eles.
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Urariano Mota é um escritor e jornalista pernambucano de Recife, autor do livro Os Corações Futuristas, romance sobre jovens perseguidos em Pernambuco durante a ditadura militar.
sexta-feira, 25 de março de 2011
COLONISTA DA VEJA DEFENDE ATOR(?) BOCA SUJA QUE VOMITOU NO PIAUÍ.
Reinaldo Azevedo, num artigo intitulado "Alguém tem o direito de achar o Piauí um 'c…'?
“Sei pouco sobre o Piauí, confesso, além daqueles índices do IBGE, nada abonadores. A primeira referência, pra mim, é o poeta mais elaborado do século 20: Mário Faustino, um gigante. Nesse quesito, entendo, nada se iguala ao Piauí. É o primeiro! A segunda, numa outra faixa, é o letrista Torquato Neto. O fato é que boa parte dos piauienses tem motivos para achar aquele Estado um “cu”, tomado o substantivo como metáfora de coisa ruim. Aliás, boa parte dos paulistas tem motivos para dizer o mesmo de São Paulo; boa parte dos cariocas, o mesmo do Rio, assim como os mineiros, de Minas, e, obviamente, os brasileiros, do Brasil!”(...)
Eu nem sei quem é esse tal Marauê. Sei que o deputado petista Fábio Novo se comporta como um dinossauro, um censor, um agente da ditadura. A única coisa que caberia a um democrata seria garantir a segurança para a apresentação da peça. O teatro até poderia estar às moscas, como conseqüência da revolta de alguns piauienses(...)
SAIBA MAIS SOBRE O COLONISTA DA DECADENTE VEJA AQUI
domingo, 20 de março de 2011
O Obama que nos visita é o do filme "Trabalho Interno"
O "cara" deu um bolo no Xerife; foi comemorar o aniversário do filho caçula com a família.
O jornalista Mino Carta já tinha chamado a atenção para o papel desmoralizador do documentário “Trabalho Interno”.
Desmoraliza jornalistas brasileiros, que praticam o pior jornalismo do Grupo dos 20 (fora a China e Rússia, duas ditaduras).
E vem Charles Ferguson e faz uma investigação impecável, irrefutável sobre a bandalheira que resultou no tsunami de 2008 (aquele que a urubóloga Miriam Leitão disse que ia afundar o Governo do Nunca Dantes - Lula).
O filme descreve como a indústria dos bancos desmontou a regulação criada por Roosevelt, na crise de 29.
A leniência dos governos republicanos – Reagan e Bush, pai – e, especialmente do Bill Clinton, aquele que desmoralizou o FHC, o Farol de Alexandria em público e ele não se defendeu nem o Brasil.
Clinton, governador do Arkansas, foi almoçar no restaurante Club 21, em Nova York, com Roberto Rubin, do Citibank e seus pares.
Os banqueiros propuseram a Clinton: derruba a regulação do Roosevelt e nós te faremos presidente. Fair deal.
Clinton revogou Roosevelt e instalou o livre-mercado no sistema financeiro mundial. Transformou-o num aquário de tubarões. Teve alguns cúmplices.
Um deles, o mais despudorado, Alan Greenspan, que afogou o “conflito de interesse” na ortodoxia neoliberal. Ganhava dinheiro das empresas de caderneta de poupança quebradas, dizia que eram umas maravilhas, enquanto se “elegia” eterno presidente do Banco Central, como legítimo representante do “mercado”. Ele impediu a regulação, sempre em nome da ideologia neoliberal: o mercado de derivativos é de uma indústria tecnicamente sofisticada que saberá, para se preservar, evitar uma crise sistêmica. Ou seja, mercado livre se auto-regula.
Não precisa do Roosevelt.
Greenspan teve o apoio de Larry Summers, que, depois de Rubin, foi ser Secretário da Fazenda de Clinton. Greenspan e Summers fulminaram todos os que alertavam para a iminência de uma catástrofe. Jogaram o radar no lixo.
No Governo do Bush filho, Summers enriqueceu quando era reitor de Harvar (é isso mesmo, revisor, Harvar): dava expediente no conselho de administração de instituições financeiras mundialmente desreguladas.
O desastre caiu no colo do anão do neoliberalismo, Bush, filho. Aquele que, de todos os antecessores, mais se aproximou do neo-Fascismo.
(Convém assistir também a “Jogo do Poder”, sobre o papel sórdido do Governo Bush, filho, na campanha das armas de destruição de massa do Iraque.)
Bush filho montou um plano neoliberalmente perfeito para sair da crise: Salvar os bancos, os banqueiros e o povo que se lixe. E encheu Wall Street de dinheiro – para os banqueiros e os bancos.
Os maestros dessa operação sem precedentes foram o Secretário do Tesouro de Bush, Paulson, que pode saber ganhar dinheiro, mas, ao falar, lembra um primata; e Timothy Garthner, que está no Brasil, na delegação de Obama.
Garthner era o presidente do Banco Central, seção Nova York, e fez vários Proeres – para salvar o “mercado”: entregou bancos em crise a bancos menos em crise. Por um punhado de dólares.
Garthner é o Secretário o Tesouro do Obama.
Garthner levou para o Governo Obama todos os amigos que trabalharam com ele na administração do “Trabalho Interno”.
Estão todos lá.
Outro que Obama levou para o Governo foi quem ? Quem, amigo navegante ?O Summers. Para ser uma espécie de Grã-Vizir da Economia. O que Obama mudou no Plano Bush para Salvar Bancos e Banqueiros ?
Nada. Nadinha.
Os banqueiros continuaram – DEPOIS DA CRISE – a receber os bônus na casa das centenas de milhões de dólares. Regulação ? Regu – o quê ?
Que regulação, qual nada !
Obama mandou o Ministério da Justiça processar criminalmente algum banqueiro ? Como ? Pro – o quê ?
Estão todos soltos e dão gargalhadas quando olham para a fila de desempregados à base 10% da força de trabalho.
Os Estados Unidos têm a maior concentração de renda dos países ricos.
O aumento da renda dos últimos anos se concentrou no 1% mais rico da população.
O neoliberalismo realizou a sua obra: transformou uma República numa Oligarquia.
Os EUA têm o mercado financeiro menos regulado do Grupo dos 7 – é o paraíso dos neoliberais.
Obama mudou alguma coisa ? Como, amigo navegante ? Mudar o quê ? Aí entram os economistas no “Trabalho Interno”.
(A tradução é um desastre. Mata o sentido pejorativo, criminoso do titulo do americano. Melhor seria se fosse “A História da Crise”, ou os “Os Gangsters de Wall Street”.)
O filme conclui que a Economia – como diz um entrevistado – é inútil. Já os economistas são muito útei$$$ ! Eles criaram a ideologia da desregulamentação. Eles deram à roubalheira a justificação ideológica, quase teológica.
Rouba, mas faz ! O livre mercado é Deus !
Isso dito naquela linguagem bizantina, anglofilizada, inalcançável. Eles disseram que a Islândia era uma maravilha – e a economia da Islândia se espatifou. Eles deram cobertura teórica e matemática – como se sabe, na mão de um economista, a matemática serve para tudo, como o Óleo de Fígado de Bacalhau – aos produtos que a neoliberalidade concebeu e a desregulamentação permitiu. CDOs, swaps, colateralização, derivativos, sub-prime, securitização, junk bonds, empréstimo predatório. AAA …
São todos a mesma coisa: tomar dinheiro dos trouxas e embolsar a grana.
A melhor coisa do mundo é “o dinheiro dos outros” – “other’s people money”.
(Depois, claro, de pagar a prostituta com dinheiro da firma, no expense account, como se faz muito para agradar os clientes de um “Trabalho Interno”.) E os economistas lá: firmes.
Isso é uma maravilha ! É a modernidade !
É o “avanço”, como costuma dizer o Farol de Alexandria - FHClinton! E bota a grana no bolso.
Harvar (é isso mesmo, revisor, Harvar) e Columbia se sobressaem nesse papel recompensador: justificar o assalto e botar uma parte no bolso.
Os economistas – sem falar nas agências de risco, mas isso é a corrupção óbvia, visível a olho nu – são aquelas testemunhas do Poderoso Chefão que vêem da Sicília depor na CPI sobre a máfia e se calam.
É uma pequena variação.Os economistas dizem o que os bancos precisam que eles digam.
São os “especialistas” do PiG. São os colonistas do PiG.
E o Obama ? O Obama, amigo navegante ? Bom, o Obama, segundo um entrevistado do filme, acha que a crise é passageira. Quando passar, tudo volta ao que era. Tomar dinheiro dos trouxas e botar no bolso.
E os economistas, lá, firmes: isso é a liberdade, o mercado, Adam Smith, a inovação financeira, o avanço …
Paulo Henrique Amorim
segunda-feira, 14 de março de 2011
Estamos falando de quais terroristas?
As duras e necessárias Verdades do documentário "Inside Job" de Charles Ferguson
Se você se interessa em saber muito mais do que é dito pela imprensa comercial (comprometida com o sistema econômico-financeiro) sobre as causas e efeitos da crise financeira mundial de 2008, você deve assistir ao documentário ´Inside Job´,que no Brasil teve a tradução de Trabalho Interno: A Verdade da Crise´, e que ganhou o Oscar (mais que merecido) de melhor documentário em 2011.Este documentário, junto com o de Michael Moore, Capitalismo, uma história de Amor (2010)´ , nos apresenta uma excelente perspectiva dos crimes financeiros elaborados e executados por uma minoria no interior de Wall Street com a conivência de políticos e incentivos dos grandes bancos e em detrimento das pessoas que acreditavam no mercado e que, por isso, perdem seus empregos, economias, casas, carros, poupança e que, não tendo a quem recorrer, precisam baixar à cabeça diante do capitalista deus´ mercado em sua ânsia de destruição do ecossistema e da dignidade humana.
Se você se interessa em saber muito mais do que é dito pela imprensa comercial (comprometida com o sistema econômico-financeiro) sobre as causas e efeitos da crise financeira mundial de 2008, você deve assistir ao documentário ´Inside Job´,que no Brasil teve a tradução de Trabalho Interno: A Verdade da Crise´, e que ganhou o Oscar (mais que merecido) de melhor documentário em 2011.Este documentário, junto com o de Michael Moore, Capitalismo, uma história de Amor (2010)´ , nos apresenta uma excelente perspectiva dos crimes financeiros elaborados e executados por uma minoria no interior de Wall Street com a conivência de políticos e incentivos dos grandes bancos e em detrimento das pessoas que acreditavam no mercado e que, por isso, perdem seus empregos, economias, casas, carros, poupança e que, não tendo a quem recorrer, precisam baixar à cabeça diante do capitalista deus´ mercado em sua ânsia de destruição do ecossistema e da dignidade humana.
domingo, 13 de março de 2011
Mr. Macintosh...
Steve Jobs
"Estamos aqui para fazer alguma diferença no universo, se não, porque estar aqui?"
Quase impossível de acreditar que apenas um homem tenha revolucionado a informática nos anos 1970 e 1980, o cinema de animação em 1990 e mais recentemente, a música digital e a mídia. Jobs entra para a história como um revolucionário que muda a trajetória do mundo com sua visão empreendedora na era da informação.
Sem esquecer que Jobs é o pai, também, da interface gráfica, sem ela não seria nada agradável olhar para a tela de um computador, com um blog tão bonito como este JenipapoNews...rsrs!
O co-fundador e presidente da Apple, Steve Jobs, conquistou milhões de fãs no mundo inteiro e algumas de suas palavras marcaram bastante a vida de muitas pessoas:
Às vezes, a vida bate com um tijolo na sua cabeça. Não perca a fé. Estou convencido de que a única coisa que me permitiu seguir adiante foi o meu amor pelo que fazia. Você tem que descobrir o que você ama. Isso é verdadeiro tanto para o seu trabalho quanto para com as pessoas que você ama. Seu trabalho vai preencher uma parte grande da sua vida, e a única maneira de ficar realmente satisfeito é fazer o que você acredita ser um ótimo trabalho. E a única maneira de fazer um excelente trabalho é amar o que você faz.
Se você ainda não encontrou o que é, continue procurando. Não sossegue. Assim como todos os assuntos do coração, você saberá quando encontrar. E, como em qualquer grande relacionamento, só fica melhor e melhor à medida que os anos passam. Então continue procurando até você achar. Não sossegue.
Quando eu tinha 17 anos, li uma frase que era algo assim: “Se você viver cada dia como se fosse o último, um dia ele realmente será o último”. Aquilo me impressionou, e desde então, nos últimos 33 anos, eu olho para mim mesmo no espelho toda manhã e pergunto: “Se hoje fosse o meu último dia, eu gostaria de fazer o que farei hoje?” E se a resposta é “não” por muitos dias seguidos, sei que preciso mudar alguma coisa.
Lembrar que estarei morto em breve é a ferramenta mais importante que já encontrei para me ajudar a tomar grandes decisões. Porque quase tudo - expectativas externas, orgulho, medo de passar vergonha ou falhar - caem diante da morte, deixando apenas o que é apenas importante. Não há razão para não seguir o seu coração. Lembrar que você vai morrer é a melhor maneira que eu conheço para evitar a armadilha de pensar que você tem algo a perder. Você já está nu. Não há razão para não seguir seu coração.
Fonte: Trechos do discurso do não formado Steve Jobs para os formandos da importante Universidade de Stanford, Califórnia, EUA. Foi nessa universidade que surgiu o projeto de um sistema de busca que veio a se tornar o atual Google.
Caricatura do pai dos iPads: João de Deus Netto - Ilustração do Gutenberg está em todo canto da rede.
quinta-feira, 10 de março de 2011
E por falar em jornal e revista de papel...
Steve Jobs, assim como o celular foi invenção da turma do Capitão Kirk da nave Enterprise do Jornada nas Estrelas, o “seu” iPad foi inventado no Brasil em 1995!
Veja no segundo 31 do vídeo abaixo que é da abertura da novela Explode Coração.
segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011
A "Bomba de Gasolina" dos Estados Unidos.
Tirano da Arábia Saudita, Abdallah bin Abdul Aziz Al-Saud
É o único lugar do mundo que tem o próprio nome do país ligado a uma família, a família Al Saud. Por isso o país chama-se Arábia SAUDita – mais medieval, impossível. O último sobrenome dos reis é Saud.
O conservadorismo, o atraso, o tradicionalismo são enormes na Arábia. É onde há uma das interpretações mais rígidas do Islamismo.
É uma monarquia absoluta que sempre mostrou um profundo desprezo pelos direitos humanos.
Em 2005 ocorreu a primeira eleição municipal da história que, aliás, foi muito tumultuada.
Legislativo não há. Partidos políticos não há. Constituição não há.
O rei governa de acordo com a Sharia, a lei sagrada do islamismo. A escravidão só foi abolida em 1962.
A justiça também é medieval; são comuns as penas de morte, amputações, torturas - nos Estados Unidos o processo é mais “HUMANITÁRIO”!!!
A Arábia Saudita tem pouco mais de 2 milhões de Km2 e quase 30 milhões de habitantes.
Apesar de seu regime absolutista, é o principal aliado muçulmano dos EUA na região.
Logicamente, há grande oposição a esse regime tanto internamente quanto no mundo árabe.
Internamente, a oposição é mantida calada com mão de ferro mas já cometeu inúmeros atentados comandados, principalmente, pela Al Qaeda de Bin Laden.
Osama Bin Laden é saudita; nasceu e foi criado na Arábia Saudita.
CONHEÇA QUEM SÃO OS MAIORES AMIGOS DO XERIFE SAM ESPALHADOS PELO MUNDO!
Os Tiranos Soft do Tio Sam...
Segundo a maioria dos historiadores americanos, o democrata Franklin Delano Roosevelt foi o maior estadista dos Estados Unidos.
Franklin Roosevelt, em 1936, sobre Anastasio Somoza, por muito tempo ditador da Nicarágua:
"Somoza pode ser um filho da puta, mas é o n o s s o filho da puta".
À época, a frase tinha a virtude de sumarizar a política de Roosevelt com relação à América Latina. “Mais tarde, durante a Guerra Fria, essa postura se tornou comum”. E não difere da postura atual: Foreign (revista) Policy3 ironizou editorial do Wall Street Journal, para quem "ditadores pró-Estados Unidos têm mais escrúpulo moral".
Pelo jeito, Kadafi jamais seria o filho da puta queridinho da mãezona norte-americana.
Franklin Roosevelt, em 1936, sobre Anastasio Somoza, por muito tempo ditador da Nicarágua:
"Somoza pode ser um filho da puta, mas é o n o s s o filho da puta".
À época, a frase tinha a virtude de sumarizar a política de Roosevelt com relação à América Latina. “Mais tarde, durante a Guerra Fria, essa postura se tornou comum”. E não difere da postura atual: Foreign (revista) Policy3 ironizou editorial do Wall Street Journal, para quem "ditadores pró-Estados Unidos têm mais escrúpulo moral".
Pelo jeito, Kadafi jamais seria o filho da puta queridinho da mãezona norte-americana.
terça-feira, 22 de fevereiro de 2011
Chegou a vez do Coronel Kadafi?
É importante notar que a Líbia é um Estado-nação sui generis onde as ligações tribais são fundamentais. Kadafi tem governado por meio da mediação de um "comitê de liderança social", composto por cerca de 15 representantes de várias tribos que tem presença até mesmo dentro das fileiras das forças armadas, cada qual representando um grupo tribal. Assim, ao contrário dos militares da Tunísia ou Egito, a inexistência de coesão e profissionalismo não permite a intervenção para resolver o conflito com os manifestantes. Ainda não se sabe quais as unidades militares foram envolvidas na tentativa de conter os distúrbios e se há cisão entre elas. Também não sabemos se são verídicas as informações de que há mercenários e criminosos contratados pelo governo. Entretanto algumas declarações que começam a circular na mídia podem indicar o desfecho da crise. Uma das lideranças mais destacadas da poderosa tribo Al-Zuwayya disse à rede Al Jazeera que já intimou o coronel Kadafi deixar o país, ameaçando cortar as exportações de petróleo.
Infelizmente, ao que tudo indica, o alerta do filho de Kadafi, de que há risco iminente de uma verdadeira guerra civil, parece ser procedente, pois como bem observou um jornalista perspicaz o comportamento dos manifestantes e das forças de segurança dão razão para acreditamos que qualquer recuo de um dos lados significará a morte ou a prisão definitiva. Será que ninguém está disposto a ajudar os líbios?
Reginaldo Nasser, professor de Relações Internacionais da PUC-SP
Entenda o que está acontecendo na Líbia.
quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011
Escola das Américas...
(clique e amplie)
Roberto Civita, dono da Editora Abril
JORNALISMO PARA QUEM PRECISA
Por Leandro Fortes
Recentemente, li sobre a criação, em 2010, do Instituto de Altos Estudos em Jornalismo, sob os auspícios da Editora Abril. Entre os mestres do tal centro estavam o dono da editora, Roberto Civita, mantenedor da Veja, e Carlos Alberto Di Franco, do Master de Jornalismo, uma espécie de Escola das Américas da mídia nacional voltada para a formação de “líderes” dentro das redações. Di Franco, além de tudo, é um dos expoentes, no Brasil, da ultradireitista seita católica Opus Dei, a face mais medieval e conservadora da Igreja Católica no mundo.
Sinceramente, não vejo que “altos estudos”, muito menos de jornalismo, podem sair de um lugar assim.
Não tenho dúvidas de que a representação do tal instituto não é acadêmica, embora seja dirigido por Eugênio Bucci, ex-presidente da Radiobras no governo do PT, renomado estudioso da imprensa no Brasil. Trata-se de uma representação fundamentalmente ideológica, a reforçar as mesmíssimas estruturas de poder das redações, estruturas ultraverticalizadas, essencialmente antidemocráticas e personalistas, onde a possibilidade de ascensão funcional, sobretudo a cargos de chefia, está diretamente ligada à capacidade de ser subserviente aos patrões e bestas-feras com os subordinados.
Felizmente, o surgimento da internet deu vazão a outro ambiente midiático, regido por outras regras e demandas, um devastador contraponto ao funcionamento hermético das grandes redações e ao poder hegemônico da velha mídia brasileira, inclusive de seus filhotes replicadores e retransmissores Brasil adentro. O fenômeno dos blogs e sua capacidade de mobilização informativa é só a parte mais visível de um processo de reordenamento da comunicação social no mundo. As redes sociais fragmentaram a disseminação de notícias, fatos, dados estatísticos, informes e informações em um nível adoravelmente incontrolável, criando um ambiente noticioso ainda a ser desbravado por novas gerações de repórteres que, para tal, precisam ser treinados e apresentados a novas técnicas e, sobretudo, a novas idéias.
A “era do aquário”, para ficar numa definição feliz do jornalista Franklin Martins – aliás, contrário à obrigatoriedade do diploma –, está prestes a terminar. O jornalismo decidido por cúpulas restritas, com pouco ou nenhum apego à verdade dos fatos, está reduzida a um universo patético de mau jornalismo desmascarado instantaneamente pela blogosfera, vide a versão rocambolesca da TV Globo sobre a bolinha de papel na cabeça de José Serra ou a farsa do grampo sem áudio que uniu, numa mesma trama bisonha, a revista Veja, o ministro Gilmar Mendes, do STF, e o senador Demóstenes Torres, do DEM de Goiás.
Não será a escola de “altos estudos” da Veja e do professor Di Franco, portanto, a suprir essa necessidade. Essa demanda terá de ser suprida por repórteres ciosos de outro tipo de jornalismo, mais aberto e solidário, comprometido com a verdade factual e a honestidade intelectual, interessado em boas histórias. Um jornalismo mais leve e mais humano, mais preocupado com a qualidade da informação do que com a vaidade do furo. Um jornalismo vinculado à realidade, não a interesses econômicos. E isso, certamente, só poderá ser viabilizado dentro de outro modelo, cooperativo e democrático, a ser exercido a partir das novas mídias virtuais.
Por isso, é preciso estabelecer também um contraponto à ideologia da mídia hegemônica no campo da formação, em complemento aos cursos superiores de jornalismo. Abrir espaço para os milhares de estudantes de comunicação, em todo o Brasil, que não têm chance de participar dos cursinhos de treinees dos jornalões e das grandes emissoras de radiodifusão. Dar a eles, de forma prática e barata, uma oportunidade de aprender jornalismo com bons repórteres, com repórteres de verdade.
@@@@
Leandro Fortes é jornalista, professor e escritor, autor dos livros Jornalismo Investigativo, Cayman: o dossiê do medo e Fragmentos da Grande Guerra, entre outros. Mantém um blog chamado Brasília eu Vi. http://brasiliaeuvi.wordpress.com
quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011
"Suicidado pela Ditadura"...
Vlado Herzog passou a assinar "Vladimir" por considerar seu nome muito exótico nos trópicos. Nos porões da ditadura militar, em 25 de outubro de 1975, foi torturado até a morte por asfixia o jornalista Vladimir Herzog. Tornando-se um símbolo da luta contra a ditadura militar no Brasil.
Nascido na cidade de Osijek, em 1937, na Iugoslávia (atual Croácia), filho de um casal Judeu: Zigmund e Zora Herzog.Fugindo do controle que havia na seu país pela Alemanha Nazista e pela Itália Fascista, o casal decidiu emigrar, com o filho, para o Brasil, na década de 1940.
Herzog formou-se em Filosofia pela Universidade de São Paulo em 1959. Depois de formado, trabalhou em diversos órgãos de imprensa no país, notavelmente no O Estado de S. Paulo. Nessa época, resolveu passar a assinar "Vladimir" ao invés de "Vlado" (seu nome de batismo) pois acreditava que seu nome verdadeiro soava um tanto exótico no Brasil. Vladimir também trabalhou por três anos na BBC de Londres.
Na década de 1970, assumiu a direção do departamento de telejornalismo da TV Cultura, de São Paulo. Também foi professor da Escola de Comunicações e Artes da USP e, nessa época, também atuou como dramaturgo, envolvido com intelectuais de teatro. Em sua maturidade, Vladimir passou a atuar politicamente no movimento de resistência contra a ditadura militar no Brasil de 1964-1985, como também no Partido Comunista Brasileiro.
Em 24 de outubro de 1975 — época em que Herzog já era diretor de jornalismo da TV Cultura — agentes do II Exército convocaram Vladimir para prestar depoimento sobre ligações que ele mantinha com o Partido Comunista Brasileiro (que era proibido pela ditadura).
No dia seguinte, Herzog compareceu ao pedido. No entanto, o depoimento de Herzog foi dado por meio de uma sessão de tortura. Ele estava preso com mais dois jornalistas, George Benigno Duque Estrada e Rodolfo Konder, que confirmaram o espancamento.
No dia seguinte, 25 de Outubro, Vladimir foi encontrado enforcado com a gravata de sua própria roupa. Embora a causa oficial do óbito, divulgada pelo governo ditatorial da época, seja suicídio por enforcamento, há consenso na sociedade brasileira de que ela resultou de tortura, com suspeição sobre servidores do DOI-CODI, que teriam posto o corpo na posição encontrada, pois as fotos exibidas mostram Vlado enforcado.
Fonte: Pesquisas internet - Instituto Vladimir Herzog
sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011
Exclusivo: VÍDEO HISTÓRICO com vexame internacional de FHC levando sabão de Bill Clinton.
No dia seguinte à melancólica apresentação do Fernando Henrique Sorbone Cardoso no horário eleitoral do PSDB, o site Amigos do Presidente Lula (que a dra Cureau quis tirar do ar) exibe vídeo que envergonha o Brasil.
Numa solenidade pública na Itália, na frente de vários líderes do mundo, Bill Clinton (tido e havido como cumpincha do FHC) desmoraliza o Brasil.
Que o sistema financeiro brasileiro (do tempo do FHC) não era honesto.
Que a desigualdade social era inaceitável.
O Brasil não era exemplo para ninguém.
E se o Brasil quebrava, a culpa era do Brasil.
Isso tudo depois do Enganando Henrique Cardosos ter tentado vender a ideia de que ele levou o Brasil ao FMI três vezes por culpa dos outros.
O que fez o "príncipe" depois de ser desmoralizado ?
Nada! Ficou calado. Não teve a coragem de defender o Brasil que ele presidiu !
Provavelmente porque ele concorda com o Clinton: o Brasil não presta.
Quem presta é ele.
Aos céticos e apaixonados pelo príncipe, aqui está na íntegra. Divirtam-se:
http://www.c-spanvideo.org/program/ProgressiveG
VAMOS AO VÍDEO DA DESMORALIZAÇÃO;
domingo, 30 de janeiro de 2011
Revolução no Egito...
(AFP) Os Estados Unidos perdem sua credibilidade ao defender a democratização do Egito ao mesmo tempo em que mantêm o apoio ao presidente Hosni Mubarak, no poder há três décadas, denunciou neste domingo o opositor egípcio Mohamed ElBaradei, entrevistado pela rede americana CBS.
"O governo americano não pode pedir ao povo egípcio que acredite que um ditador que está no poder há 30 anos será aquele que vai instalar a democracia no Egito", ironizou ElBaradei, entrevistado no Cairo pela produção do programa Face the Nation.
"Vocês estão perdendo a credibilidade dia após dia", alertou ElBaradei, falando do governo americano.
"Por um lado, falam em democracia, de Estado de direito, de direitos humanos, e por outro, aportam seu apoio a um ditador que continua oprimindo seu povo", destacou, insistindo que Mubarak deve deixar a presidência o quanto antes. Uma onda de protestos tomou o Cairo e a Alexandria contra a corrupção, a pobreza, repressão e o desemprego que atinge o país.
Para ElBaradei, os EUA precisam se posicionar claramente ao lado dos manifestantes.
Neste domingo, a chefe da diplomacia americana Hillary Clinton defendeu uma "transição organizada" do poder no Egito, afirmando que Hosni Mubarak não fez o suficiente pela democracia em seu país.
O Egito é um dos maiores beneficiários da ajuda americana no mundo, recebendo em torno de 1,3 bilhão de dólares por ano em ajuda militar.
Mais Revolução no Mundo Árabe, AQUI
Caricatura e montagem - João de Deus Netto
quinta-feira, 20 de janeiro de 2011
WikiLeaks: Heráclito Fortes quis armar Brasil contra Venezuela
DE SÃO PAULO
O senador Heráclito Fortes (DEM-PI) sugeriu a Washington estimular a produção de armas no Brasil para barrar supostas ameaças de Venezuela, Irã e Rússia, afirma um telegrama secreto obtido pelo site WikiLeaks.
Ele apresentou a ideia ao ex-embaixador americano Clifford Sobel, diz informe do diplomata de 2007.
Pelo relato, Heráclito pediu uma reunião “urgente”.
Ele disse estar “verdadeiramente preocupado” com a influência do presidente venezuelano Hugo Chávez e sugeriu um plano para armar Brasil e Argentina contra a suposta ameaça bolivariana, “antes que fosse tarde”.
Ainda segundo o telegrama, o senador sugeriu acionar empresas privadas, para mascarar a ação dos EUA. Não há registros de que a ideia tenha sido executada.
Em outro telegrama, de 2008, o embaixador conta que Heráclito relatou a suposta presença de terroristas em ONG controlada por petistas no Piauí e disse temer a instalação de guerrilha esquerdista em Rondônia.
As mensagens fazem parte do pacote com milhares de comunicados diplomáticos que o WikiLeaks começou a divulgar em novembro. A Folha e outras seis publicações têm acesso ao material antes da sua divulgação no site do grupo (www.wikileaks.ch).
O senador, que não se reelegeu, negou o relato. “Não tem fundamento. Sou pacifista. Seria idiotice minha fazer uma proposta dessas.”
Colaborou FERNANDO RODRIGUES, de Brasília
Clique aqui para ler:
O inacreditável senador Herácito Fortes no WikiLeaks
Clique aqui também para ler:
Heráclito, o defensor da Boeing
Caricatura e montagem: João de Deus Netto - JenipapoNews
terça-feira, 18 de janeiro de 2011
Caricaturas da (a)ética...
Ricardo Eugênio Boechat nasceu no dia 13 de julho de 1952, em Buenos Aires, na Argentina! Gostava de escrever, ler jornais e revistas, política e noticiário internacional, mas era um aluno fraco em ciências exatas. Conseguia boas notas em redação. Não raro, fazia a redação dele e a dos colegas que, em troca, davam cola em Matemática. “Nunca tive, entretanto, atração especial pelo jornalismo. Sabia o que não queria ser – e não queria ser muitas coisas. Mas a profissão de repórter não estava nessa lista”, afirma o jornalista.
A MÁGOA...
"O ‘escândalo’ revelado por Veja (notícia em O Globo relacionada à briga entre o empresário Nelson Tanure e o Banco Opportunity, de Daniel Dantas, pelo controle acionário de empresas de telefonia) naquela semana consumiu-lhe sete páginas. Na edição seguinte, nenhuma linha. Esse incomum desaparecimento de uma suposta grande reportagem é suficiente para expor o quanto era especiosa – e manipulativa, e eivada de má-fé – a versão que a revista teceu em torno da gravação de uma conversa minha com Paulo Marinho, meu amigo e informante de décadas, hoje assessor de Tanure".
Boechat foi demitido do O Globo a “mando” do já poderoso banqueiro Daniel Dantas.
Ah, as estrepolias maléficas do jornalismo do PIG! Quão antiga é!
O ESTILO...
No Jornal da Band, falando direto de Brasília, a repórter encerrou assim sua participação a propósito da reunião, hoje, do Conselho Político do governo:
- “Esta tarde, o presidente Lula comentou que o setor aéreo está igual a cachorro com muito dono: morre de fome porque ninguém alimenta”.
Corte.
Volta para o apresentador do telejornal, o jornalista Ricardo Boechat, no estúdio da Bandeirantes, em São Paulo, que diz:
- “Supreendente esse comentário [o de Lula], considerando-se que o cachorro maior é o presidente Lula que deveria cuidar do setor”.
A ética do jornalismo do PIG, nada surpreendente.
quarta-feira, 12 de janeiro de 2011
A "Dilma" da Dilma...
MIRIAM BELCHIOR
Em 2004, o então ministro José Dirceu perdeu a articulação política do governo para Aldo Rabelo. No ano seguinte, perde o próprio cargo de ministro.
Na época, falava-se em Aloísio Mercadante ou Jorge Vianna para a Casa Civil.
Se Lula preferisse alguém de perfil puramente técnico, a candidata natural seria a assessora especial Miriam Belchior.
Ela já fazia o papel de centralizar o gerenciamento do governo, já que Dirceu continuava desempenhando missões políticas, e presidia diversas câmaras de trabalho do Planalto.
A nomeada acabou sendo Dilma Rousseff.
Agora chegou a vez de Miriam.
"Se achavam que a Dilma era dura, agora vocês vão ver quem é a Miriam, que vai ser ainda mais dura para cobrar obras do PAC", alertou Lula.
Caricatura: João de Deus Netto/JenipapoNews
SAIBA MAIS: WikiLeaks/Anthony/Palocci
TONY PALOCCI
Quer dizer, então, que, depois do Nelson Johnbim, temos agora o ministro Tony Palocci. Dois que espinafram a política externa brasileira para autoridades americanas.
Papelão, hein ?
Como o Celso Amorim deve ter sofrido, nas mãos do Tony e do Johnbim. A ALCA, como se sabe, foi uma tentativa americana de unir as Américas, sob a liderança americana. Era a criação de um Commonwealth do Império Americano. A tentativa começou com Bush, o pai, tomou outro formato com Clinton/FHC, e Bush, o filho, tentou ressuscitá-la.
O principal objetivo sempre foi botar o Brasil – o maior país da América Latina – debaixo do guarda-chuva americano. Outro grande da America Latina, o México, já estava devidamente abrigado sob o guarda-chuva do Nafta.
E deu no que deu.
O PiG e a elite branca se excitaram com a idéia de aderir à ALCA e oficializar a volta do Brazil à condição de colônia com que sempre sonharam.
Lula resistiu.
Celso Amorim comeu o pão que o diabo amassou nos editoriais coloniais do jornal Estadão.
Caricatura: João de Deus Netto/JenipapoNews
SAIBA MAIS: WikiLeaks/Nelson Johnbim
Nelson Johnbim é ministro da Defesa (dos EUA)
O ministro da defesa (dos EUA) espinafra a política externa do Brasil, num almoço com o embaixador americano, e reforça a impressão do embaixador de que o Itamaraty é antinorte-americano. Jobim é textual: a política externa brasileira tem “inclinação anti-norte-americana”. Mas o próprio embaixador se assusta com o aliado Jobim: acha que se trata de um Ministro da Defesa “inusualmente” enxerido: mete o bedelho onde não deve.
Aquele que deveria promover a defesa dos interesses nacionais brasileiros critica a política externa do Brasil e “dá a ficha” de um colega ministro, o embaixador Samuel Pinto Guimarães, que foi vice-ministro das Relações Exteriores: é alguém que “odeia os Estados Unidos”.
Lula sai de um encontro com Evo Morales, presidente da Bolívia, em La Paz. E conta a Jobim (teoricamente Ministro da Defesa do Brasil) que o presidente boliviano tem um tumor muito grave na cabeça.
E ele, Lula, tinha oferecido a Morales vir ao Brasil se tratar. O que faz o ministro da defesa (dos EUA)? Passa essa valiosíssima informação ao embaixador dos Estados Unidos, país que vive às turras com Morales e a Bolívia. Neste mesmo fim de semana, o New York Times, a propósito do Wikileaks, tratou da conversão a “espião” dos diplomatas americanos.
Trocaram em muitos casos a diplomacia pela reles espionagem. O que é um erro, segundo o editorial do New York Times: Os embaixadores americanos são agora convocados a obter o número do cartão de credito e dos cartões de milhagem de funcionários estrangeiros. “Isso é coisa para espião”, diz o New York Times e, não, para diplomata.
Durante muitos anos, o ministro serrista Nelson Jobim dividiu o apartamento funcional em Brasília com seu fraternal amigo Padim Pade Cerra. Jobim foi ministro de Fernando Henrique e por ele conduzido ao Supremo Tribunal Federal.
É um trio: Jobim, Padim Cerra e FHC.
E os três adoram os Estados Unidos
Paulo Henrique Amorim
Caricatura: João de Deus Netto/JenipapoNews
SAIBA MAIS: José Eduardo Cardozo...
Por Paulo Henrique Amorim
Há no passado de Cardozo uma zona cinzenta: a que encobre a compra da empresa de telecomunicação do Rio Grande do Sul por Daniel Dantas, nos "porões da privataria", como diz o Amaury Ribeiro Jr.
Depois, houve o inesquecível jantar árabe (?) na casa do então senador Heráclito Fortes, líder da Bancada Dantas. Daniel Dantas promoveu o jantar para dizer pessoalmente ao Ministro Thomaz Bastos que não era o autor da reportagem de Marcio Aith – assessor de Serra – com a conta secreta de Lula num paraíso fiscal. (Depois a própria Veja confessou que ele, Dantas, escreveu a chamada reportagem a quatro mãos com Aith.) Quem estava no jantar, para referendar o rega-bofe sinistro? O deputado Cardozo! Por que o Heráclito chamou o Cardozo? Por que não chamou a Luiza Erundina? O deputado Walter Pinheiro, agora Senador pela Bahia, e que também entende de Comunicação, como a Erundina?
Por que logo o Cardozo?
Quando o Conversa Afiada disse que Cardozo nomearia Dantas Diretor Geral da Policia Federal, Cardozo me procurou na Câmara dos Deputados. Reclamou, reclamou. Este ordinário blogueiro explicou, como agora, por que tinha dito aquilo.
Cardozo ficou de mandar uma nota de esclarecimento. Não chegou até hoje. Ah!, esse Correio!"
Caricatura: João de Deus Netto/JenipapoNews
Há no passado de Cardozo uma zona cinzenta: a que encobre a compra da empresa de telecomunicação do Rio Grande do Sul por Daniel Dantas, nos "porões da privataria", como diz o Amaury Ribeiro Jr.
Depois, houve o inesquecível jantar árabe (?) na casa do então senador Heráclito Fortes, líder da Bancada Dantas. Daniel Dantas promoveu o jantar para dizer pessoalmente ao Ministro Thomaz Bastos que não era o autor da reportagem de Marcio Aith – assessor de Serra – com a conta secreta de Lula num paraíso fiscal. (Depois a própria Veja confessou que ele, Dantas, escreveu a chamada reportagem a quatro mãos com Aith.) Quem estava no jantar, para referendar o rega-bofe sinistro? O deputado Cardozo! Por que o Heráclito chamou o Cardozo? Por que não chamou a Luiza Erundina? O deputado Walter Pinheiro, agora Senador pela Bahia, e que também entende de Comunicação, como a Erundina?
Por que logo o Cardozo?
Quando o Conversa Afiada disse que Cardozo nomearia Dantas Diretor Geral da Policia Federal, Cardozo me procurou na Câmara dos Deputados. Reclamou, reclamou. Este ordinário blogueiro explicou, como agora, por que tinha dito aquilo.
Cardozo ficou de mandar uma nota de esclarecimento. Não chegou até hoje. Ah!, esse Correio!"
Caricatura: João de Deus Netto/JenipapoNews
O dono do Brasil...
DANIEL DANTAS
Por Pierre Lucena
Durante a entrevista que fizemos com o Presidente Lula, optei por questioná-lo a respeito da saída do Delegado Paulo Lacerda da ABIN, e sobre a Operação Satiagraha. Esta foi a pergunta que mais embaraçou o Presidente Lula, provavelmente porque não teria o que responder.
Na sua resposta, ele prometeu que a Operação Satiagraha começaria e acabaria no seu Governo. Acabou o seu mandato e nada sobre o fim da Satiagraha. Estou aqui apenas cobrando o que me foi prometido.
E Daniel Dantas sorri como nunca, depois de saber que José Eduardo Cardozo foi indicado Ministro da Justiça. Segundo Paulo Henrique Amorim, Cardozo indiretamente teria ajudado Dantas na Operação com os italianos.
Só uma pessoa em Pindorama atravessou mais Governos que Sarney: Daniel Dantas. Começou com Collor, que o convidou para ser Ministro, estreitou laços com o Governo FHC, se infiltrou no Governo Lula, e agora mantém seus tentáculos no Governo Dilma, através de Palocci e Cardozo.
Esse sim é o verdadeiro Dono do Brasil.
Pierre Lucena - blog Acerto de Contas
Caricatura: João de Deus Netto/Jenipaponews
quarta-feira, 29 de dezembro de 2010
PIG - A CARICATURA DOS SABOTADORES Textos&Vídeos
RETROSPECTIVA 2002 / 2010
Melhores momentos do "Golpe".
por @Porra_Serra_
Pretendo nesse post mostrar o que disseram os “colOnistas” do Partido da Imprensa Golpista nesses 8 anos de Governo Lula. Na medida do possível citarei os links das frases e mostrando como os argumentos de tais pessoas são de extrema falsidade, fundamentados por preconceitos, racismos e ódio ao Governo Lula.
Links de comentários e de desmentidos, em vermelho.
Por FAZENDO MÉDIA 28/08/2009 às 08:14
O Ali Kamel que me preocupa é o homem que combate as quotas raciais, o Bolsa-Família e pilota o jornalismo da Globo como se fosse um partido político. Foi contra esse Ali Kamel de verdade que, em 2006, eu e outros colegas nos insurgimos quando trabalhávamos na Globo
CONHEÇA MAIS DESSE EX-ATOR E AGORA, JORNALISTA
Comentário: Papai Noel, Coelhinho da Páscoa, Bicho Papão e ET de Varginha. A autenticidade desses personagens não pode ser assegurada – bem como não pode ser descartada.
Comentário: Mais uma vez terei de citar que houve foi um tsunami de empregos. Em 2009, enquanto os países sofreram grave recessão e cortes de emprego, o Governo Lula continuou a política de geração de empregos. O saldo de empregos foi de 1.765.980.
Comentário: Por um momento pensei que, logo, o Nêumanne, um paraibano, estivesse convocando um golpe militar. É incrível como o PIG que prega “liberdade de imprensa” e ao mesmo tempo adora uma ditadura.
Assista a "hiena" rindo e chamando os miltares às falas!
http://www.youtube.com/watch?v=giht0ht6Ga8
Comentário: O mensalão nunca foi provado. O PIG tentou usar o escândalo para golpear o Governo Lula.
Por outro lado, o jeito Tucano de fazer política:
O Supremo Tribunal Federal aceitou a denúncia da Procuradoria-Geral da República contra o senador Eduardo Azeredo (PSDB-MG), acusado de comandar o esquema do mensalão mineiro.
Comentário: Olavo de Carvalho chama o Lula de pervertido e estuprador, já Jabor chama de psicopata. Essa é a ética do PIG.
São 33 colonistas golpistas do PIG com 40 frases deles atacando o Governo Lula em textos e vídeos como este:
Mais vídeos aqui na TV PIG
Ficou muito bom, caso queiram ver e divulgar, aqui está o link:
http://frasesdadilma.wordpress.com/partido-da-imprensa-golpista/frases-nesses-8-anos/
Caricaturas: João de Deus Netto/JenipapoNews
Melhores momentos do "Golpe".
por @Porra_Serra_
Pretendo nesse post mostrar o que disseram os “colOnistas” do Partido da Imprensa Golpista nesses 8 anos de Governo Lula. Na medida do possível citarei os links das frases e mostrando como os argumentos de tais pessoas são de extrema falsidade, fundamentados por preconceitos, racismos e ódio ao Governo Lula.
Links de comentários e de desmentidos, em vermelho.
“Na cobertura da tragédia da TAM, a grande imprensa se portou como devia. [... Ela] foi, honestamente, testando hipóteses, montando um quebra-cabeça que está longe do fim.” (Ali Kamel)
AS TARAS DE ALI KAMEL
Por FAZENDO MÉDIA 28/08/2009 às 08:14
O Ali Kamel que me preocupa é o homem que combate as quotas raciais, o Bolsa-Família e pilota o jornalismo da Globo como se fosse um partido político. Foi contra esse Ali Kamel de verdade que, em 2006, eu e outros colegas nos insurgimos quando trabalhávamos na Globo
CONHEÇA MAIS DESSE EX-ATOR E AGORA, JORNALISTA
"O segundo erro foi tratar como autêntica uma ficha cuja autenticidade, pelas informações hoje disponíveis, não pode ser assegurada – bem como não pode ser descartada.” (Folha de S. Paulo sobre a ficha falsa do DOPS sobre Dilma Rousseff)
Comentário: Papai Noel, Coelhinho da Páscoa, Bicho Papão e ET de Varginha. A autenticidade desses personagens não pode ser assegurada – bem como não pode ser descartada.
Lula, o Lírico da Marolinha, deveria se desculpar pela besteira que falou. O efeito da crise no Brasil, no que concerne ao emprego (ver um dos posts abaixo), já está mais perto mesmo de uma tsunami.” (Reinaldo Azevedo, em post no site da “Veja” 14/1/2009).
Comentário: Mais uma vez terei de citar que houve foi um tsunami de empregos. Em 2009, enquanto os países sofreram grave recessão e cortes de emprego, o Governo Lula continuou a política de geração de empregos. O saldo de empregos foi de 1.765.980.
"A chamada política nacional dos direitos humanos do governo Lula põe fim à liberdade de expressão e opinião dos meios de comunicação e de pesquisa científica. Ainda dá um chute no balde de nossa galinha dos ovos de ouro, o agronegócio. Comparadas com isso aí, as reformas de base de João Goulart que levaram os militares ao poder em 64 é café pequeno, mas hoje o presidente assina sem ler, a oposição também não lê e os militares, bem, alguém sabe por onde anda os militares?” (José Nêumanne Pinto, SBT)
Comentário: Por um momento pensei que, logo, o Nêumanne, um paraibano, estivesse convocando um golpe militar. É incrível como o PIG que prega “liberdade de imprensa” e ao mesmo tempo adora uma ditadura.
Assista a "hiena" rindo e chamando os miltares às falas!
http://www.youtube.com/watch?v=giht0ht6Ga8
"Todos os limites foram ultrapassados; não há como o Congresso postergar um processo de impeachment contra Lula. Ou melhor, a favor do Brasil.” (Boris Casoy, “Folha de S. Paulo”, 28 de março de 2006)
Comentário: O mensalão nunca foi provado. O PIG tentou usar o escândalo para golpear o Governo Lula.
Por outro lado, o jeito Tucano de fazer política:
O Supremo Tribunal Federal aceitou a denúncia da Procuradoria-Geral da República contra o senador Eduardo Azeredo (PSDB-MG), acusado de comandar o esquema do mensalão mineiro.
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Arnaldo Jabor - Sistema Globo
"Os fatos reais: com a eleição de Lula, uma quadrilha se enfiou no governo e desviou bilhões de dinheiro público para tomar o Estado e ficar no poder 20 anos. Os culpados são todos conhecidos, tudo está decifrado, os cheques assinados, as contas no estrangeiro, os tapes , as provas irrefutáveis, mas o governo psicopata de Lula nega e ignora tudo. Questionado ou flagrado, o psicopata não se responsabiliza por suas ações.“
Comentário: Olavo de Carvalho chama o Lula de pervertido e estuprador, já Jabor chama de psicopata. Essa é a ética do PIG.
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São 33 colonistas golpistas do PIG com 40 frases deles atacando o Governo Lula em textos e vídeos como este:
Mais vídeos aqui na TV PIG
Ficou muito bom, caso queiram ver e divulgar, aqui está o link:
http://frasesdadilma.wordpress.com/partido-da-imprensa-golpista/frases-nesses-8-anos/
Caricaturas: João de Deus Netto/JenipapoNews
quinta-feira, 23 de dezembro de 2010
WIKILEAKS – ENTENDA COMO FUNCIONA (Legendado)
WIKIREBELS - O Documentário. Como funciona e a quem interessa impedir sua atividade. Por quê? O WikiLeaks é o fato mais importante do momento no âmbito da informação. Desnuda modelos de governos movidos por grupos de interesses econômicos privados.Veja como o WikiLeaks tornou-se um líder na defesa da verdade e da justiça. O site está protegido pelas estritas leis suecas que garantem o direito de expressão. Julian Assage, jovem ativista, que luta pela paz mundial, tornou-se uma das principais dores de cabeça dos EUA. Muitos o querem preso ou executado. Mas, o que ele realmente fez foi mostrar os métodos imperialistas desumanos daquele país. O WikiLeaks faz o papel que a mídia tradicional não faz justamente por esta estar ligada aos interesses políticos e ideológicos dos setores que ditam as regras mundiais. Este vídeo, apresentado pela TV estatal sueca (SVT), relata a criação e revela o modo de agir do WikiLeaks. Esclarece em especial como opera sua rede de colaboradores. Excelentes entrevistas em que o fundador do site, Julian Assange, expõe o que o animou.
quinta-feira, 16 de dezembro de 2010
Persons of the PIG/2010
Arnaldo Jaburanga Jabor, Supremo Dono da Verdade, Inteligência Arrombadora de Todos os QIs do Mundo (Desiclopédia), festejado Cineasta de um Filme Só, e que ficou com o título de Emo do Ano graças a fuga do seu parceiro e jornalista Diogo Maisnada que se picou pra Milão, muito antes da morte anuncidada do esquemão da pocilga. Para os desavisados, a riquíssima, badalada e segregacionista cidade de Milão, ou Roma, a eterna cidade dos gays brasileiros, de Sicília, é o nome que essa turma dá para a mais pobre região da Itália, a Sicília.
Vazou da sua rival, Época, que a pouquíssima verba pra assepsia na redação da ex-maior revista do país, está sendo repassada pela irmã, uma coelhinha da PlayBoy. Deve estar sendo difícil pra quem vendia 850 mil exemplares, ter que conviver com pouco mais de 200 mil que nem chegam aos seus destinos: se perdem nos depósitos de alguma Secretaria de Governo do Estado e da Prefeitura de São Paulo, carimbada de EXEMPLAR DE ASSINANTE.
Haja Dossiê Falso para saciar a fome das gigantesca impressoras da Folha que a cada dia imprime menos. Estão sentindo no papel a escacez de tinta tão abundante no período da dona Branda. Na mesma proporção do resultado das sessões de torturas.
sábado, 11 de dezembro de 2010
PERSONALIDADE MUNDIAL DO ANO 2010
(Clique na foto para ampliá-la)
Julian Paul Assange - Criador e Porta-Voz do Website WikiLeaks, o fenômeno da internet que virou o "Xerife do Mundo" pelo avesso, mostrando as vísceras do sistema norte-americano que, dentre outras, utiliza o dinheiro dos contribuintes para assassinatos e manipulação de informações em todo o planeta. Assange também dissipou todas as dúvidas que pairavam sobre se realmente CIA também seria uma espécie de "Itamarati" dos EUA na formação de agentes especiais com credenciais de "embaixadores". Os quase 300 mil documentos (telegramas) divulgados pelo WikiLeaks comprovam isso diariamente.
Arte /Capa: João de Deus Netto, porta-voz e arteiro do JenipapoNews
quarta-feira, 8 de dezembro de 2010
Hipocrisia X Ironia Digital...
CRIATURA DÁ DESCARGA NO CRIADOR
Por ironia, o Departamento de Estado dos EUA foi um dos grandes incentivadores da inovação técnica (WikiLeaks), como meio de levar a Democracia (deles!) a países como o Irã e a China. O presidente Obama exortou regimes repressores a deixar de censurar a internet. No entanto, uma lei que tramita no Congresso permite ao Procurador-Geral em Washington criar uma “lista suja” de websites. É possível acreditar numa democracia forte apenas para assuntos externos?
Os governante costumavam governar os cidadãos por meio de um fluxo restrito de informações. Agora, está se tornando impossível controlar o que a sociedade, lê, vê e ouve. A tecnologia permite desafiar coletivamente a autoridade. Os poderosos vigiaram por muito tempo as sociedades, para controlá-las. Agora, os cidadãos estão lançando um olhar coletivo sobre o poder.
SAM OF A BITCH
Estudantes são advertidos sobre WikiLeaks
Aviso afirmando que discussões sobre o site em redes sociais podem prejudicar perspectivas de trabalho foi enviado por e-mail a alunos da Universidade Columbia.
O aviso, afirmando que as discussões sobre a WikiLeaks em redes sociais podem prejudicar perspectivas de trabalho, foi enviado por e-mail aos alunos do curso de Relações Públicas e Internacionais da universidade.
O e-mail afirma que “entrar nessas discussões pode colocar em dúvida a habilidade em lidar com informações confidenciais, que faz parte da maioria das vagas no governo federal”.
LEIA MAIS SOBRE:
“A Vitória da Verdade” – Entrevista com Julian Assange, do WikiLeaks.
CLIQUE AQUI
Fontes: The Guardian(Londres) e Blog do Azenha. Titulos e Caricatura: jenipaponews
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O QUE VAZOU DA IMPRENSA INTERNACIONAL NESTES ÚLTIMOS DOIS DIAS.
O FUGITIVO
COMPUTATANQUE
RELAÇÕES COMERCIAIS ENTRE PAISES "IRMÃOS"... rsrs!
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