sexta-feira, 20 de maio de 2011

O tempo é o senhor da história...

(clique na ilustração)
Jorge Bornhausen

“Temos que nos livrar desta raça do PT por 30 anos!” 
Numa declaração que combinava um ódio de classe muito enraizado e a xenofobia que não é comum à cultura de nosso país.
Por: Altamiro Borges
Na crise política que se arrastava no país, sinistros personagens tinham conquistado os holofotes da mídia por sua postura raivosa e golpista. Entre eles, destacava-se o senador Jorge Bornhausen, presidente do então PFL. Quando a tensão atingiu o seu ápice, ele festejou a possibilidade do impeachment do presidente Lula e da derrota das esquerdas para uma platéia de ricaços em São Paulo: "Vamos nos livrar dessa raça por uns 30 anos". Rechaçado pela declaração racista, o notório reacionário tentou remendá-la. Na seqüência, diante dos cartazes espalhados em Brasília com sua foto sobreposta a uma imagem nazista, ele teve um chilique e esbanjou histeria, relembrando seus velhos tempos de serviçal da ditadura militar.
Mas o senador Jorge Konder Bornhausen não está com esta bola toda! Como desabafou o presidente Lula, irritado com os hidrófobos do PFL, "eles não têm moral para criticar". Na vida política, o senador sempre esteve a serviço das piores causas. Ele iniciou sua carreira na UDN, partido da elite, com roupagem moralista, conhecido pelas ações golpistas contra Getúlio Vargas e João Goulart. Após o golpe de 1964, foi um dos líderes da Arena, partido da ditadura, da tortura e dos assassinatos, sendo presenteado com o posto de governador biônico de Santa Catarina. Com a redemocratização, fundou o PFL e ajudou a forjar a imagem de Fernando Collor de Mello. Defendeu este governante corrupto até o seu impeachment.
No triste reinado de FHC, Bornhausen foi um de seus principais ministros e ajudou no nocivo processo de privataria do Estado e de desmonte do Brasil.
Em junho de 2003, os procuradores Luiz Francisco de Souza, Raquel Branquinho e Valquíria Quixadá entregaram à Receita Federal cerca de seis mil documentos sobre 52 mil pessoas que lavaram US$ 30 bilhões nos EUA a partir do Banestado de Foz do Iguaçu. O maior foco de investigações recaiu sobre "a família do sr. Jorge Bornhausen, do PFL, cujo banco familiar, o Araucária, lavou ao menos US$ 5 bilhões nesse esquema, que envolvia dinheiro de traficantes, de doleiros, mas sobretudo das sobras de campanhas eleitorais" .
Todos estas graves denúncias, infelizmente, não fluíram no conciliador governo Lula. Elas bem que 
poderiam desmascarar muitos dos que hoje pousam de políticos honestos e esbanjam arrogância.

PROFETA LULA

O último dos dinossauros, aquele que queria acabar com a raça do PT, mordeu o próprio rabo e se envenenou. E a profecia se fez realidade: “Precisamos extirpar o DEMo da política brasileira”, discursou Lula em 13/09/2010, em Joinville, SC. Na terra dos Bornhausen, Lula previu o previsível. Não demorou um ano e o DEM está se desintegrando: BORNHAUSEN ACABOU COM A RAÇA DO DEMO.

OS SÓRDIDOS ACONTECIMENTOS DA VIDA POLÍTICA DOS “BORNHAUSEN” VOCÊ ENCONTRA AQUI


LUIZ CARLOS PRATES – TUDO NOVO!!!!


Luiz Carlos Prates, contratado pelo SBT Santa Catarina em janeiro, ampliou seu espaço na programação da emissora.



DITADURA? MASSACRE REALENGO

domingo, 15 de maio de 2011

KIT GAY - Apologia ou Preconceito?



Toda força a nossos gays mirins
Ivan Lessa
Colunista brasileiro da BBC de Londres, para o Brasil
Não sou homem de abaixo-assinados. Assinei alguns, só de birra, e, em seguida, abaixei a cabeça e moitei. Toda ação comum me desestimula. Nelas não acredito. Que me apontem um abaixo-assinado que tenha funcionado no Brasil. Isso. Não tem. Pensei que deles estivesse livre.
Um veio me pegar aqui numa Londres onde apenas 35% das petições públicas chegam aos olhos e ouvidos das pessoas que decidem essas coisas – e olha que já é muito.
Nosso abaixo-assinado, e que me atingiu no meio da testa, vai logo dizendo a que veio e a quantas as coisas andam: “Somos contra o maior escândalo deste país, o KIT GAY (sic)” e é destinado à presidente da República Federativa do Brasil; Congresso Nacional do Brasil; Supremo Tribunal Federal e Assembleias Legislativas.
Quem redigiu o documento foi direto ao assunto. Lá está e limito-me a copiar:
“Somos contra o maior escândalo deste país, o KIT GAY (sic). Não aceitamos que nossas crianças de 7,8,9 e 10 anos recebam esse tal de KIT GAY. Neste KIT GAY há 2 vídeos com o título Contra a Homofobia, mas na verdade nesses vídeos contém mensagens subliminares para as nossas crianças, induzindo-as à homossexualidade. Uma coisa é preconceito... Outra coisa é fazer apologia ao homossexualismo!!!”
O português é meio maroto, mas o recado é dado de bate-pronto. Na linha seguinte, o documento acusa o Kit Gay (deixaram de lado as maiúsculas escandalosas. Por quê?) de estímulo ao homossexualismo e incentivo à promiscuidade e à confusão de discernimento da criança sobre o conceito de família. Que família, “seu”? A garotada envolvida está no banheiro do colégio.
Prossegue o texto, citando como fonte não Julian Assange (que fim levou?) mas o Jornal da Câmara dos Deputados. Ao que parece, o primeiro vídeo mostra um garoto de 14 anos chamado Ricardo que, certa hora, vai ao banheiro urinar. Enquanto urina, Ricardo dá uma olhada para o lado e vê o pênis de seu amigo e se apaixona pelo garoto. Ao retornar para a sala de aula, a professora da classe chama o menino pelo seu nome (Ricardo), que é quando o mesmo cerra seus lábios, pois, segundo diz, em alto e bom som, que quer ser chamado de “Bianca”.
Algumas ponderações: Ricardo, ou “Bianca”, descobriu sua porção homossexual em questão de minutos talvez, nem mesmo chegando a buscar um nom de guerre mais original. Mais: como era o nome da professora? E do amigo cujo piu-piu mudou a vida de Ricardo/”Bianca”? Muito importante: o que havia de especial na troncha do amigo da mijadinha escolar? E ainda: terá a professora exclamado para seus botões, “Bianca! Audácia do jovem bofe!”
No outro vídeo (consta que o diretor de ambos optou pela anonimidade), duas meninas lésbicas de aproximadamente 13 anos (como é que a petição sabe? Idade de mulher ou menina engana muito) serve de exemplar para outras (colegas? Lésbicas também? Heterossexuais? Que colégio é esse?). O vídeo mostra, e não sei como, a profundidade que a língua de uma menina deve entrar na boca da outra no decorrer do que já foi chamado de “ósculo sáfico”. Ouvi em algum lugar que, se der jeito e havendo condição, o ideal é 8cm. Mas capaz de ser exagero do pessoal.
O abaixo-assinado frisa que os vídeos (ou Kit Gay) já se encontram em fase de licitação (sempre um mau sinal) para serem distribuídos em todas as escolas estaduais e municipais de todo – conforme chamam – PAÍS. E finaliza o documento: “Uma coisa é preconceito, outra coisa é APOLOGIA AO HOMOSSEXUALISMO.” (Ei, abaixo-assinado, é DO e não AO. Ninguém aí foi ao colégio? Nem para fazer pipi ao lado do amigo anônimo do Ricardinho?)
Não assinei por uma questão de princípio e de fim também. Nem o garoto nem as meninas me parecem críveis e a professora não pode ser mais incompetente. Sem falar do fato que há um questionário com 6 quesitos a serem preenchidos.
Mas tenho uma sugestão. Dar à garotada que está jogando no outro time, por sinal cada vez mais o time de cá, nomes mais apropriados, como se faz com casal de bonecas, Ken e Barbie, por aí. Poderia ser Kit Gay (o guri) e Kitty Gay.


André Lázaro, Secretário de Educação Continuada, Alfabetização e Adversidade do MEC,  e autor do projeto do tal Kit Gay.


Logomarca do Projeto "Educacional"

OS VÍDEOS:

ENCONTRANDO "BIANCA"

TORPEDO


PROBALIDADE

domingo, 8 de maio de 2011

O STF e as Leis...



HardyBrevy

Desenrola-se no Supremo Tribunal Federal julgamento sobre o reconhecimento da união homoafetiva.
O Ministro Ayres Britto, relator, votou por uma interpretação conforme a Constituição Federal, a fim de que não se veja no enunciado do art. 1.723 do Código Civil impedimento para uma união de pessoas do mesmo sexo como unidade familiar.
O art. 226 da Constituição, em seu §3º, diz que “é reconhecida a união estável entre o homem e a mulher como entidade familiar” (grifou-se). Não é uma norma aberta para permitir interpretações. O legislador foi claro em 1988 e repetiu esse pensamento através do Código Civil de 2002.
Não se trata de impedir que os homossexuais tenham acesso aos benefícios (e deveres) que uma união nesses moldes apresenta. O que se deve debater é o reconhecimento de uma situação explicitamente contrária à Lei Maior. O fato é que o STF deve ser o guardião da Constituição e defender o que dela se extrai, e não encontrar saídas filosófico-hermenêuticas para adicionar uma luz artificial na tentativa de iluminar onde não há escuridão.
Tanto a decisão é frágil que os Ministros Gilmar Mendes e Ricardo Lewandowski, que acompanharam o relator, têm receios quanto à fundamentação da decisão.
O STF não pode ursurpar a função do Legislativo. Essa é a questão. Até aqui o legislador decidiu não se manifestar a respeito da união homoafetiva. Pode ser que a maioria do Congresso Nacional não entenda que esta é a vontade do povo, ou aqueles que – teoricamente – representam o interesse do povo preferem deixar o tema sem resposta porque assim lhes convém politicamente. A bandeira pró e contra o homossexualismo serve de motor para vários políticos. E serve também para aqueles que se aproveitam para balançar para um lado ou outro conforme o vento sopra.
O povo brasileiro mostrou que pode se fazer ouvir através da Lei da Ficha Limpa, promulgada por pressão popular.  Se for da vontade do povo que a união homoafetiva seja reconhecida como união estável, que ele se mobilize para a aprovação de uma lei federal neste sentido. Aí pode haver um debate se uma lei infraconstitucional pode modificar a situação ou necessita-se de uma emenda constitucional.
O STF tornar-se criador de legislações, aplicando interpretação extensiva a leis de conteúdo claro, é uma ameaça para a democracia. Os Ministros não são eleitos pelo povo, são nomeados por políticos e, por isso, parecem mais vulneráveis às pressões ou alinhados com a vontade de quem os empossam. Se não, valem-se de seu entendimento pessoal, e o pensamento de 11 Ministros, ainda que de grande conhecimento, reflete menos a vontade de uma nação do que 513 deputados e 81 senadores.
(*Com o auxílio de um colega de trabalho.)
Fonteoylla.wordpress.com
Mais sobre a matéria no site JUS NAVIGANDI 


Fotomontagem: João de Deus NETTO/Jenipaponews

terça-feira, 3 de maio de 2011

Casamento Real & Beatificação Papal

(clique no Renato)
O marketing do espetáculo
Por Alberto Dines

Qualquer avaliação mais consistente sobre "o casamento do século" na sexta-feira (28/4) em Londres ficará incompleta se não for colocada ao lado da "beatificação da década" encenada dois dias depois, em Roma.
As douradas bodas do príncipe William com a plebéia Kate Middleton e a primeira fase do velocíssimo processo de santificação do papa Karol Wojtila fazem parte de um mesmo processo que poderia ser chamado de "marketing do espetáculo".
A monarquia britânica é uma fantasia que ficou escancarada com a morte da rainha Vitória, última figura real efetivamente carismática, em 1901. O toque de romantismo da abdicação de Eduardo 7º (em 1936), os dramas amorosos da princesa Margareth (irmã da atual rainha) e a trágica morte de Lady Di às margens do Sena, em 1997 – episódios intensamente midiatizados e agora esquecidos – confirmam que as monarquias deixaram a esfera do Estado e passaram a funcionar pela lógica das lantejoulas e dos holofotes.
O rei da Espanha, Juan Carlos, é o único no mundo com algum peso político graças à habilidade na transição do autoritarismo para a democracia. O resto é folhetim. Ou fraude.

Deslumbre tropical

"Santo subito", santo já, pediam as faixas na praça São Pedro, em Roma, depois do falecimento de João Paulo 2º, em 2005. A igreja católica perdia terreno para as confissões luteranas, multiplicavam-se os abusos sexuais em confessionários e seminários, o fracasso de George W. Bush na luta contra o "Eixo do Mal" comprometia as façanhas políticas do pontífice polonês que ajudou a romper a Cortina de Ferro.
A beatificação de Karol Wojtila está sendo considerada a mais rápida da história, a canonização e a santificação terão igual velocidade. Santidades reforçam a fé – quanto mais atuais, mais eficazes. A espiritualidade e a teologia saíram de cena, substituídas pela ferramenta da modernidade: a fabricação de fatos. Londres envolveu-os com charmes do novoriquismo e sonhos juvenis. A eterna Roma, mais pragmática, aposta em crenças.

Nossa mídia extasiou-se durante duas semanas no reino das abóboras e abobrinhas, incapaz de perceber que há algo de decadente na velha Albion. Se pudesse ficaria outras duas fofocando e tricotando banalidades em Londres e arredores. Caso clássico de interação entre mediadores e mediados. A cobertura da BBC na noite do casório foi muito mais sóbria do que a cobertura dos deslumbrados telejornais brasileiros.

sábado, 30 de abril de 2011

Papa beatificado - I


TEATRO MEDIEVAL

O teólogo Leonardo Boff, que optou deixar o sacerdócio em 1992 após ter sofrido nos anos 1980 censura do Vaticano por suas críticas à hierarquia, avalia que a figura carismática e atlética do papa "falava por si mesmo", embora fosse contraditória. "Não precisava ter escrito as 100 mil páginas que ele escreveu em documentos", diz Boff.

O teólogo diz que o papa esvaziou o "aggiornamento", conceito usado pelo Concílio Vaticano II para se referir à necessidade de atualização da Igreja frente à modernidade. “Construiu uma igreja para dentro, prolongando o velho modelo medieval. Com muito rigor e ordem, reprimiu mais de 140 teólogos que foram silenciados e as conferências episcopais (conselhos dos bispos, como a CNBB) passaram por um processo de romanização”, diz Boff.

"Foi um grande ator, que ensaiou sua própria apresentação no mundo e que teve algo positivo nisso: mostrar no mundo privatizado que o fator religioso existe e pode mover milhões. As manifestações eram shows, mas o conteúdo era fraco", diz.  Boff avalia que até mesmo o diálogo com outras religiões foram apenas diplomáticos, embora pioneiros. “São gestos pastorais, se perguntarmos qual a teologia, aparece o documento onde se apresenta uma doutrina absolutamente retrógrada, que sustenta que fora da Igreja não há salvação”, diz.

Textos: Leonardo Boff - Agências de Notícias
Títulos: Jenipaponews
Caricaturas: João de Deus Netto

Papa beatificado - II


LINHA DE MONTAGEM

A rapidez do processo de beatificação é apontada por vaticanistas como resultado de pressão de grupos tradicionalistas. "A ala conservadora tem interesse numa leitura triunfalista do papado de João Paulo II, para esconder a obra de seu pontificado atrás de uma auréola sagrada e assim torná-la indiscutível”- Giancarlo Zizola – na BBC.

“Karol Wojtyla foi também criticado por não ver os comportamentos criminosos, principalmente de pedofilia, dentro da Igreja, e por não ter tomado medidas firmes quando o escândalo começou a eclodir nos Estados Unidos em 2000”.Marcos Tossati – Agência. EFE 

A Congregação para a Causa dos Santos ressaltou em nota que foram respeitados "escrupulosamente" todos os passos exigidos. O porta-voz do Vaticano, Federico Lombardi, assegurou que, inclusive, foram investigadas críticas  pelo fato de João Paulo II supostamente ter protegido o padre pedófilo mexicano Marcial Maciel. De acordo com o porta-voz, a investigação foi feita e não foi encontrada nenhuma evidência de que eleI tenha protegido Maciel.

As afirmações do Vaticano não convencem os críticos. “Ele sabia dos pedófilos e encobriu, era muito próximo do fundador dos Legionários de Cristo (Marcial Maciel). Há elementos sombrios, a partir dos quais se colocaria em questão sua canonização”, disse Boff.

quinta-feira, 21 de abril de 2011

Prêmio Pulitzer...

(clique para ampliar)

"Com o tempo, uma imprensa cínica, mercenária, demagógica e corrupta formará um público tão vil como ela mesma." Joseph Pulitzer (1847-1911)

Caio Blinder
Eu sou um jornalista judeu que escreve para um jornal judaico. Como resistir a um assunto como a biografia de um jornalista judeu? Joseph Pulitzer foi um dos grandes (basta ver que o maior prêmio americano de jornalismo leva o seu nome). Ele foi um homem do jornal diário, das rotativas. E esta nova biografia escrita por James McGrath Morris ("Pulitzer") é pertinente, pois, infelizmente, estamos testemunhando a morte de um estilo de publicação jornalística que teve Pulitzer como inventor: o grande jornal diário e urbano, que todo mundo lia, do político à dona-de-casa.

Com o "New York World", Pulitzer revolucionou o jornalismo com sua mistura de reportagens investigativas, editoriais candentes, crimes sensacionais, histórias de interesse humano e um visual mais atraente. Ele não apenas registrava a história, mas a fazia. Ao lado do seu grande rival, William Randolph Hearst (o Cidadão Kane, do filme de Orson Welles), Pulitzer liderou a carga da imprensa para os EUA entrarem na guerra contra a Espanha em 1898.

Pulitzer tinha a ambição, o destemor e o sonho de fazer a América de legiões de imigrantes. Nascido em 1847, era um judeu húngaro que chegou aos EUA aos 17 anos, sem um tostão ou uma palavra de inglês. Sua primeira língua era o alemão e foi junto à comunidade de imigrantes alemães na cidade de St. Louis, no meio-oeste americano, que Pulitzer impulsionou sua carreira política e jornalística.

Ele não nascera pobre, mas fora reduzido à miséria com a morte do pai quando tinha 11 anos. Antes, como tantos judeus de classe média no Império Austro-Húngaro, os Pulitzers abraçaram com entusiasmo o judaísmo reformista, assimilacionista. Na biografia, Morris escreve que, quando Joseph Pulitzer atingiu a adolescência, "ser judeu permanecia parte de sua vida, mas não mais o centro dela".

Com sua ascensão social, o judaísmo simplesmente foi marginalizado, até escondido. De St. Louis, Pulitzer queria saltar para Nova York, capital dos negócios e da imprensa. O casamento foi com Kate Davis, em uma igreja episcopal. Pulitzer até encorajou o rumor de que sua mãe nem era judia.

Sua origem judaica, no entanto, era conhecida e, portanto, devidamente usada por inimigos e antissemitas. Ele era chamado de "Jewseph Pulitzer", e ênfase era dada à sua "protuberância nasal". Ao morrer em 1911, o sonho americano se convertera em pesadelo. A vida pessoal era infeliz. Pulitzer se notabilizara por ser uma pessoa tirânica e a menina dos seus olhos, o "World", faliu em 1931, mais uma vítima da Grande Depressão. O rival Hearst é lembrado pelo Cidadão Kane, e Pulitzer, pelo prêmio cívico de jornalismo com o seu nome.

Conheça:  Pulitzer Prize
Caricatura - João de Deus NETTO

domingo, 17 de abril de 2011

Mau Dia, Brasil!


APOCALIPSE, JÁ!!!

A escatológica porta-voz do fim do Brasil como nação, ainda continua calada a respeito de uma das suas “abalizadas” opiniões sobre a ingerência do supremo Gilmar Mendes (cria do FHC) numa empresa privada do banqueiro Daniel Dantas. Aliás, a “urubóloga” (blogs imundos!) discorre e faz previsões precisas até sobre o acelerador de partículas que ela diz que tem a finalidade de descobrir como Fernando Henrique criou o Universo.

Não acerta uma...

Recentemente, Leitão teceu críticas ao governo Dilma, porque o governo federal, como legítimo acionista da mineradora Vale, se interessou pelo destino da empresa, participando da escolha do sucessor de Roger Agnelli, o queridinho da imprensa golpista desde 2001, quando a Vale foi presenteada pela privataria FHC/que diz que foi o Serra/que diz que nem tinha nascido.

Pois bem. Em 2002, aconteceu algo muito mais surreal, conforme foi publicado na revista da Globo - Época revela que a AGU, sob Gilmar Mendes, advogou para Daniel Dantas.

O governo FHC privatizou as empresas de telefonia em 1998, seguindo a cartilha neoliberal de destruição do Estado brasileiro, alegando que não deveria atuar onde a iniciativa privada tivesse interesse.

Mas, em 2002, sob a batuta do então advogado geral da União, Gilmar Mendes (ELE MESMO, o mercador de habeas corpus!), a Advocacia Geral da União (AGU), sustentada com dinheiro público para atuar em causas públicas, resolveu prestar assistência advocatícia em uma causa do interesse do banco Opportunity de Daniel Dantas, em uma disputa societária exclusivamente privada na Telemig, uma empresa privatizada, que FHC dizia não ser da alçada do governo.

Diferente da mineradora Vale, onde o governo é grande acionista por intermédio do BNDES, a disputa na Telemig era entre dois grupos privados: o Opportunity contra o grupo canadense ITW.

E agora? O que tem a dizer Miriam Leitão?

Péssima na pontaria...

Vamos para a matéria "Risco financeiro continua alto, diz FMI" do dia 14/04/2011, no Estadão. Nela, há um quadro intitulado "O peso da dívida pública". Vejamos os dados que ele traz (dívida pública bruta como porcentagem do PIB):
  • EUA - 91,6% (2010) para 111,9% (2016);
  • Itália - 119% para 118%;
  • Japão - 220,3% para 250,5%;
  • Reino Unido - 77,2% para 81,3%;
  • França - 81,8% para 84,1%;
  • Alemanha - 80,0% para 71,9
  • Portugal - 83,3% para 106,5%;
  • Grécia - 142,0% para 145,5%;
  •  Brasil  - 66,1% para 58,6%!!! - Até hoje esperam pela tsunami/terremoto que "vai destruir o Brasil".

domingo, 10 de abril de 2011

De Rabo Preso...


PSDB, DEMo, PT, STJ, STF, PIG (Partido da Imprensa Golpista), TODOS COMEM NA MÃO DESTE MAFIOSO TRILIARDÁRIO

Refletir sobre as revelações da revista Carta Capital é desalentador.

Clique aqui para ler “Carta desmascara a Época” em editorial do Mino Carta, “Daniel Dantas é invulnerável porque conhece todos os podres”.

Todos os podres de todos os poderes: Judiciário (cabe vir em primeiro lugar), o Legislativo, o Executivo (nos governos FHC e Lula) e no quarto poder, a Imprensa Golpista (PIG), onde ele deita e rola.

Como diz o Mino, o fato de não existir um “mensalão”, mas, sim, um sistema ilegal de financiamento de campanha e cooptação de empresas e intermediários de variada espécie não tira ninguém, de todos os partidos, da cadeia.

Como diz o Mino, o emprego da palavra “mensalão” é o login do PiG (Imprensa Golpista) para entrar na página em que condena o PT e absolve os santinhos do PSDB – especialmente FHC, que incubou Dantas, e Padim Pade Cerra, cujos membros da família , por duas vezes, pelo menos, se associaram o Complexo Dantas Para Salvar o Brasil – numa empresa com sede em Miami (epa!) e em outra que, como demonstrou o jornalista Leandro Fortes, violou milhões de sigilos fiscais, com o ”trabalho interno” de um amiguinho no Banco do Brasil.

(Não se iludam: o livro do Amaury vem aí)

Este ansioso blogueiro não se cansa de dizer: antes de readmitir o Delúbio, o PT tem que se acertar com o Daniel Dantas.

O financiamento ilegal de campanha é intrínseco ao sistema político brasileiro.

Dele quem mais se beneficia é um passador de bola (Dantas) apanhado no ato de passar bola, cujo business plan se sustentava em: usar dinheiro dos outros (dos fundos de pensão e do Erário ); e a impunidade na Justiça.

Ele faz e arrebenta, porque, como diz o Mino, é invulnerável.

Mas também as empreiteiras e grandes fornecedores são capazes de, através de Kurts da vida, manipular os partidos e os políticos.

A (operação da PF) Castelo de Areia foi dissolvida n’água, numa decisão inacreditável: o STJ deu aos ricos a certeza da impunidade - o câncer do Brasil.

Porque, aparentemente, a Justiça tem a percepção de que, se fizer Justiça, o sistema político se desmancha.

Rico no Brasil não é suspeito.

E, breve, se os tucanos mandarem, não pagarão impostos, como recomenda a revista britânica The Economist que recomenda o PSDB a mudar TUDO dentro do partido, se quiser sobreviver.

O sistema político brasileiro não vai acabar com o financiamento ilegal das campanhas. Seria retirar o oxigênio que se respira na laranja que Niemeyer cortou ao meio e depositou na Praça dos Três Poderes (podres) em Brasília.

Se aprovar o financiamento público, será mais desrespeitado que a Constituição.

Dantas é o maior dos corruptores. Marcos Valério, seu patético instrumento. Eles são um exemplo de como é fácil comprar todo o sistema político brasileiro

Urbi et Orbi.

Em São Paulo, Minas, Rio, tudo converge para Brasília, que, hoje, concentra mais escritório de lobby-cum-advogados do que em toda a Washington (USA). O Kakay, por exemplo. O grande advogado de Brasília. Não há em Washington ninguém que se compare na relação número de causas-sucessos obtidos.

A única comparação possível é com Márcio Thomaz Bastos (ex Ministro FHC), que não perde uma no Supremo. Ou o Greenhalgh, também chamado de “Gomes”, na Operação Satiagraha.da PF. Sem ele, a BrOi (telefonia), a P-36 do Governo Lula, não existiria.

(Hoje, aparentemente, o ”Gomes” se dedica a incentivar a publicação de livros que mesclam as biografias de São Francisco de Assis com a de Daniel Dantas). Interessante que Greenhalgh, Bastos e Kakay começaram a vida pelo lado esquerdo, a defender presos políticos no regime militar.

Falta-nos o Padre Vieira (longe de ser essa a vocação do maior jornalista brasileiro, Mino Carta).

A conjugação do verbo “rapio” é o que dá vida e coerência ao sistema. O Brasil está à venda.

A apropriação do Estado pelos ricos mais espertos é tão brasileira quanto o Tico Tico no Fubá. E sai barato. É só ver as contas do Marcos Valério na Carta.

Com qualquer dez mil reis se compra qualquer coisa. E ninguém vai em cana. ou é importunado com uma investigação criminal.

Como disse outrora um brasileiro de que devemos nos orgulhar, o Juiz Fausto de Sanctis.

O Brasil é um paraíso.

Paraíso penal.

PHA – Conversa Afiada

Caricatura e arte: João de Deus NETTO

sábado, 9 de abril de 2011

Provocando Mino Carta


por André Pereira


Mino Carta, o jornalista genovês de 76 anos que adotou o Brasil desde os 14 anos, define Lula como “o presidente mais amado da história da Nação. É simplesmente um gênio político, dotado de uma sabedoria inata que foi sendo aperfeiçoada ao longo da sua trajetória de vida”. Mino considera que a eleição de um ex-metalúrgico, um ex-operário que se identifica com o povo, para presidente do Brasil, é um divisor de águas na história de um país como o nosso que padece,

entre outros males de origem, de uma colonização feita por predadores e de ostentar o título inglório de a última nação a declarar o fim da escravidão.

Mino acredita que o golpe de 1964 impôs danos terríveis, que o Brasil ainda não compensou. “Naqueles idos formava-se um proletário que se robustecia e poderia ter resultado em uma classe econômica e social que faria grande diferença no país”. Ele também minimiza o protagonismo militar no episódio. “Quem deu o golpe foram os donos do poder, as elites; os milicos fizeram o trabalho sujo”.

Conhecido pelos textos primorosos e pelo nível superior dos veículos impressos que criou (Veja, IstoÉ, Senhor, Quatro Rodas, Jornal da Tarde, Jornal da República, Carta Capital), Mimo fez TV, também, mas como relembrou, sofreu contrariedades. Um desses programa, da extinta TV Tupi, sequer foi ao ar, proibido no nascedouro pelo então ministro da Justiça, Armando Falcão, que considerou uma discussão sobre o machismo, atentatória à moral e aos bons costumes da ditadura brasileira. Para diversão da platéia, ele lista entre os convidados do debate o que classifica como atores garanhões do cinema pornô tupiniquim como David Cardoso e Jece Valadão.O outro programa sobreviveu por alguns meses.

E a terceira experiência televisa, “Jogo de Carta”, exibido na antiga TV Record, este, sim, vingou por três anos em sua pretensão de fazer a defesa disfarçada de Tancredo Neves contra o indigitado Paulo Maluf. Até que o governo incomodou demais os proprietários da família de Paulo Machado de Carvalho (aquele mesmo bonachão Marechal do Bicampeonato Brasileiro de Futebol) pressionando e pedindo sua cabeça.

Mino incomoda-se com a pergunta de um estudante de Jornalismo que, na platéia, menciona, de passagem, sua polêmica demissão da revista Veja. O menino quer sua apreciação sobre outro tema que se perde porque Mino fixa este episódio e ressalta definitivo: “Eu me demiti, não fui demitido”, diz para repetir, várias vezes depois, como se sua honra profissional estivesse em jogo. Narra, indignado, que contou sua saída da revista em uma entrevista de quatro horas de duração para o autor do livro “Notícias do Planalto”, Mario Sérgio Conti, que, entretanto, cunhou a versão indesejável do pé no traseiro na obra que ele trata como abominável e hediondo.

Na autoconcepção pública que ele próprio divulga, Mino é “muito chato” porque impõe um relacionamento difícil a quem está nas suas cercanias: perde o controle, costuma gritar, esbraveja e gesticula, teatraliza colérico e sanguíneo. “Mas me recomponho rapidamente. Só gostaria de ser mais sábio e sereno”, afirma, sem convencer muito quem ouve recortes de sua preciosa jornada jornalística, empreendida ainda hoje com a companhia da sua inseparável máquina de escrever Olivetti onde diz que batuca sem grande habilidade pois, às vezes,os dedos intrometem-se entre as teclas, mas segue fidelíssimo a uma imperturbável e intransferível missão de vida: “No final das contas isto é bem simples: eu só quero mesmo ser um jornalista de verdade”.

Mino Carta é diretor de redação de CartaCapital. Fundou as revistas Quatro Rodas, Veja e CartaCapital. Foi diretor de Redação das revistas Senhor e IstoÉ. Criou a Edição de Esportes do jornal O Estado de S. Paulo, criou e dirigiu o Jornal da Tarde.

André Luiz Simas Pereira ganhou o Prêmio Esso com apenas 21 anos e é jornalista no Rio Grande do Sul.

Caricatura: João de Deus NETTO

sexta-feira, 1 de abril de 2011

Roberto Carlos e a Ditadura Militar de 64

por Urariano Mota,

As datas, os aniversários, têm um poder evocativo muito forte. Esta semana me veio de súbito uma pergunta: que música seria mais representativa do golpe militar de 64? Quais canções, que músico seria mais representativo daqueles anos inaugurados em um primeiro de abril?

Num estalo me veio que Roberto Carlos deve ter sido o compositor mais representativo da ditadura. Não sei se num curto espaço conseguirei ser claro. Mas tento. Os mais velhos sabem que a lembrança daqueles anos muito tem a ver com os rádios, em todos os lugares, tocando

“De que vale o céu azul e o sol sempre a brilhar
se você não vem e eu estou a lhe esperar
só tenho você no meu pensamento
e a sua ausência é todo meu tormento
quero que você me aqueça nesse inverno
e que tudo mais vá pro inferno”

Quando Roberto Carlos explodiu os rádios do Brasil, ele cresceu em um programa que arrebentou em 65. O programa Jovem Guarda se opunha ao O Fino da Bossa, com Elis. Enquanto O Fino da Bossa fazia uma ponte entre os compositores da velha guarda do samba e os compositores de esquerda, o Jovem Guarda…

“Eu vou contar pra todos a história de um rapaz
que tinha há muito tempo a fama de ser mau..”

“O Rei, o Rei não tem culpa…”, diz-nos um senhor encanecido, ex-jovem guarda (e como envelheceu a jovem guarda!). “O Rei não tem culpa…”. Sim, compreendemos: quem assim nos fala quer apenas dizer, Roberto Carlos não teve culpa de fazer o medíocre, de falar aos corações da massa jovem daqueles anos. À juventude alienada, mas juventude de peso, em número, que ganha sempre da minoria de jovens estudiosos. Que mal havia em falar para a sensibilidade embrutecida mais ampla? É claro que ele não teve culpa de macaquear a revolução musical dos Beatles em versões bárbaras, em caricaturas dos cabelos longos, alisados a ferro e banha, para lisos ficarem como os dos jovens de Liverpool.

Mas é sintomático nele a passagem de cantor da juventude para o “romântico”. Essa passagem se deu na medida em que os jovens de todo o mundo deixaram de ser apenas um mercado de calças Lee e Coca-Cola, e passaram a movimentos contra a guerra do Vietnã, até mesmo em festivais de rock, como em Woodstock. Ou, se quiserem numa versão mais brasileira, o Rei Roberto se torna um senhor “romântico” na medida em que as botas militares pisam com mais força a vida brasileira. Ora, nesses angustiantes anos o que compõe o jovem, o ex-jovem, que um dia desejou que tudo mais fosse para o inferno? – Eu te amo, eu te amo, eu te amo…

É claro que a passagem do Roberto Carlos Jovem Guarda para o senhor “romântico” não se deu pelo envelhecimento do seu público. De 1965 a 1970 correm apenas 5 anos. O envelhecimento é outro. Nesses 5 correm sangue e raiva da ditadura militar, no Brasil, e crescimento da revolta do público “jovem”, no mundo. Enquanto explodem conflitos, a canção de Roberto Carlos que toca nos rádios de todo o Brasil é “Vista a roupa, meu bem” (e vamos nos casar). Se fizéssemos um gráfico, se projetássemos curvas de repressão política e de “romantismo” de Roberto Carlos, veríamos que o ápice das duas curvas é seu ponto de encontro.

Enfim, o namoro do Rei Roberto Carlos com o regime não foi um breve piscar de olhos, um flerte, um aceno à distância. O Rei não compôs só a música permitida naqueles anos de proibição. O Rei não foi só o “jovem” bem-comportado, que não pisava na grama, porque assim lhe ordenavam. Ele não foi apenas o homem livre que somente fazia o que o regime mandava. Não. Roberto Carlos foi capaz de compor pérolas, diamantes, que levantavam o mundo ordenado pelo regime. Ora, enquanto jovens estudantes eram fuzilados e caçados, enquanto na televisão, nas telas dos cinemas, exibia-se a brilhante propaganda “Brasil, ame-o ou deixe-o”, o que fez o nosso Rei? Irrompeu com uma canção que era um hino, um gospel de corações ocos, um som sem fúria de negros norte-americanos. Ora, ora, o Rei ora: “Jesus Cristo, Jesus Cristo, eu estou aqui”.

Os brasileiros executados sob tortura não estavam com Jesus. Nem Jesus com eles.



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Urariano Mota é um escritor e jornalista pernambucano de Recife, autor do livro Os Corações Futuristas, romance sobre jovens perseguidos em Pernambuco durante a ditadura militar.

sexta-feira, 25 de março de 2011

COLONISTA DA VEJA DEFENDE ATOR(?) BOCA SUJA QUE VOMITOU NO PIAUÍ.

Reinaldo Azevedo, num artigo intitulado "Alguém tem o direito de achar o Piauí um 'c…'?

O Brasil inventou o macarthismo da justiça social, da igualdade e da não-discriminação, ele defende a "liberdade de expressão" e argumenta que boa parte dos piauienses "tem motivos para achar aquele estado um 'cu'"(...)

“Sei pouco sobre o Piauí, confesso, além daqueles índices do IBGE, nada abonadores. A primeira referência, pra mim, é o poeta mais elaborado do século 20: Mário Faustino, um gigante. Nesse quesito, entendo, nada se iguala ao Piauí. É o primeiro! A segunda, numa outra faixa, é o letrista Torquato Neto. O fato é que boa parte dos piauienses tem motivos para achar aquele Estado um “cu”, tomado o substantivo como metáfora de coisa ruim. Aliás, boa parte dos paulistas tem motivos para dizer o mesmo de São Paulo; boa parte dos cariocas, o mesmo do Rio, assim como os mineiros, de Minas, e, obviamente, os brasileiros, do Brasil!”(...)

Eu nem sei quem é esse tal Marauê. Sei que o deputado petista Fábio Novo se comporta como um dinossauro, um censor, um agente da ditadura. A única coisa que caberia a um democrata seria garantir a segurança para a apresentação da peça. O teatro até poderia estar às moscas, como conseqüência da revolta de alguns piauienses(...)

SAIBA MAIS SOBRE O COLONISTA DA DECADENTE VEJA  AQUI

domingo, 20 de março de 2011

O Obama que nos visita é o do filme "Trabalho Interno"




O "cara" deu um bolo no Xerife; foi comemorar o aniversário do filho caçula com a família.

O jornalista  Mino Carta já tinha chamado a atenção para o papel desmoralizador do documentário “Trabalho Interno”.

Desmoraliza jornalistas brasileiros, que praticam o pior jornalismo do Grupo dos 20 (fora a China e Rússia, duas ditaduras).

E vem Charles Ferguson e faz uma investigação impecável, irrefutável sobre a bandalheira que resultou no tsunami de 2008 (aquele que a urubóloga Miriam Leitão disse que ia afundar o Governo do Nunca Dantes - Lula).

O filme descreve como a indústria dos bancos desmontou a regulação criada por Roosevelt, na crise de 29.

A leniência dos governos republicanos – Reagan e Bush, pai – e, especialmente do Bill Clinton, aquele que desmoralizou o FHC, o Farol de Alexandria em público e ele não se defendeu nem o Brasil.

Clinton, governador do Arkansas, foi almoçar no restaurante Club 21, em Nova York, com Roberto Rubin, do Citibank e seus pares.

Os banqueiros propuseram a Clinton: derruba a regulação do Roosevelt e nós te faremos presidente. Fair deal.

Clinton revogou Roosevelt e instalou o livre-mercado no sistema financeiro mundial. Transformou-o num aquário de tubarões. Teve alguns cúmplices.

Um deles, o mais despudorado, Alan Greenspan, que afogou o “conflito de interesse” na ortodoxia neoliberal. Ganhava dinheiro das empresas de caderneta de poupança quebradas, dizia que eram umas maravilhas, enquanto se “elegia” eterno presidente do Banco Central, como legítimo representante do “mercado”. Ele impediu a regulação, sempre em nome da ideologia neoliberal: o mercado de derivativos é de uma indústria tecnicamente sofisticada que saberá, para se preservar, evitar uma crise sistêmica. Ou seja, mercado livre se auto-regula.

Não precisa do Roosevelt.

Greenspan teve o apoio de Larry Summers, que, depois de Rubin, foi ser Secretário da Fazenda de Clinton. Greenspan e Summers fulminaram todos os que alertavam para a iminência de uma catástrofe. Jogaram o radar no lixo.

No Governo do Bush filho, Summers enriqueceu quando era reitor de Harvar (é isso mesmo, revisor, Harvar): dava expediente no conselho de administração de instituições financeiras mundialmente desreguladas.

O desastre caiu no colo do anão do neoliberalismo, Bush, filho. Aquele que, de todos os antecessores, mais se aproximou do neo-Fascismo.
(Convém assistir também a “Jogo do Poder”, sobre o papel sórdido do Governo Bush, filho, na campanha das armas de destruição de massa do Iraque.)

Bush filho montou um plano neoliberalmente perfeito para sair da crise: Salvar os bancos, os banqueiros e o povo que se lixe. E encheu Wall Street de dinheiro – para os banqueiros e os bancos.

Os maestros dessa operação sem precedentes foram o Secretário do Tesouro de Bush, Paulson, que pode saber ganhar dinheiro, mas, ao falar, lembra um primata; e Timothy Garthner, que está no Brasil, na delegação de Obama.

Garthner era o presidente do Banco Central, seção Nova York, e fez vários Proeres – para salvar o “mercado”: entregou bancos em crise a bancos menos em crise. Por um punhado de dólares.

Garthner é o Secretário o Tesouro do Obama.

Garthner levou para o Governo Obama todos os amigos que trabalharam com ele na administração do “Trabalho Interno”.

Estão todos lá.

Outro que Obama levou para o Governo foi quem ? Quem, amigo navegante ?O Summers. Para ser uma espécie de Grã-Vizir da Economia. O que Obama mudou no Plano Bush para Salvar Bancos e Banqueiros ?

Nada. Nadinha.

Os banqueiros continuaram – DEPOIS DA CRISE – a receber os bônus na casa das centenas de milhões de dólares. Regulação ? Regu – o quê ?

Que regulação, qual nada !

Obama mandou o Ministério da Justiça processar criminalmente algum banqueiro ? Como ? Pro – o quê ?

Estão todos soltos e dão gargalhadas quando olham para a fila de desempregados à base 10% da força de trabalho.

Os Estados Unidos têm a maior concentração de renda dos países ricos.
O aumento da renda dos últimos anos se concentrou no 1% mais rico da população.

O neoliberalismo realizou a sua obra: transformou uma República numa Oligarquia.

Os EUA têm o mercado financeiro menos regulado do Grupo dos 7 – é o paraíso dos neoliberais.

Obama mudou alguma coisa ? Como, amigo navegante ? Mudar o quê ? Aí entram os economistas no “Trabalho Interno”.

(A tradução é um desastre. Mata o sentido pejorativo, criminoso do titulo do americano. Melhor seria se fosse “A História da Crise”, ou os “Os Gangsters de Wall Street”.)

O filme conclui que a Economia – como diz um entrevistado – é inútil. Já os economistas são muito útei$$$ ! Eles criaram a ideologia da desregulamentação. Eles deram à roubalheira a justificação ideológica, quase teológica.

Rouba, mas faz ! O livre mercado é Deus !

Isso dito naquela linguagem bizantina, anglofilizada, inalcançável. Eles disseram que a Islândia era uma maravilha – e a economia da Islândia se espatifou. Eles deram cobertura teórica e matemática – como se sabe, na mão de um economista, a matemática serve para tudo, como o Óleo de Fígado de Bacalhau – aos produtos que a neoliberalidade concebeu e a desregulamentação permitiu. CDOs, swaps, colateralização, derivativos, sub-prime, securitização, junk bonds, empréstimo predatório. AAA …

São todos a mesma coisa: tomar dinheiro dos trouxas e embolsar a grana.
A melhor coisa do mundo é “o dinheiro dos outros” – “other’s people money”.

(Depois, claro, de pagar a prostituta com dinheiro da firma, no expense account, como se faz muito para agradar os clientes de um “Trabalho Interno”.) E os economistas lá: firmes.

Isso é uma maravilha ! É a modernidade !

É o “avanço”, como costuma dizer o Farol de Alexandria - FHClinton! E bota a grana no bolso.

Harvar (é isso mesmo, revisor, Harvar) e Columbia se sobressaem nesse papel recompensador: justificar o assalto e botar uma parte no bolso.
Os economistas – sem falar nas agências de risco, mas isso é a corrupção óbvia, visível a olho nu – são aquelas testemunhas do Poderoso Chefão que vêem da Sicília depor na CPI sobre a máfia e se calam.

É uma pequena variação.Os economistas dizem o que os bancos precisam que eles digam.

São os “especialistas” do PiG. São os colonistas do PiG.

E o Obama ? O Obama, amigo navegante ? Bom, o Obama, segundo um entrevistado do filme, acha que a crise é passageira. Quando passar, tudo volta ao que era. Tomar dinheiro dos trouxas e botar no bolso.
E os economistas, lá, firmes: isso é a liberdade, o mercado, Adam Smith, a inovação financeira, o avanço …

Paulo Henrique Amorim



segunda-feira, 14 de março de 2011

Estamos falando de quais terroristas?

As duras e necessárias Verdades do documentário "Inside Job" de Charles Ferguson

Se você se interessa em saber muito mais do que é dito pela imprensa comercial (comprometida com o sistema econômico-financeiro) sobre as causas e efeitos da crise financeira mundial de 2008, você deve assistir ao documentário ´Inside Job´,que no Brasil teve a tradução de Trabalho Interno: A Verdade da Crise´, e que ganhou o Oscar (mais que merecido) de melhor documentário em 2011.Este documentário, junto com o de Michael Moore, Capitalismo, uma história de Amor (2010)´ , nos apresenta uma excelente perspectiva dos crimes financeiros elaborados e executados por uma minoria no interior de Wall Street com a conivência de políticos e incentivos dos grandes bancos e em detrimento das pessoas que acreditavam no mercado e que, por isso, perdem seus empregos, economias, casas, carros, poupança e que, não tendo a quem recorrer, precisam baixar à cabeça diante do capitalista deus´ mercado em sua ânsia de destruição do ecossistema e da dignidade humana.




domingo, 13 de março de 2011

Mr. Macintosh...

Steve Jobs

"Estamos aqui para fazer alguma diferença no universo, se não, porque estar aqui?"

Quase impossível de acreditar que apenas um homem tenha revolucionado a informática nos anos 1970 e 1980, o cinema de animação em 1990 e mais recentemente, a música digital e a mídia. Jobs entra para a história como um revolucionário que muda a trajetória do mundo com sua visão empreendedora na era da informação.
Sem esquecer que Jobs é o pai, também, da interface gráfica, sem ela não seria nada agradável olhar para a tela de um computador, com um blog tão bonito como este JenipapoNews...rsrs!

O co-fundador e presidente da Apple, Steve Jobs, conquistou milhões de fãs no mundo inteiro e algumas de suas palavras marcaram bastante a vida de muitas pessoas:

Às vezes, a vida bate com um tijolo na sua cabeça. Não perca a fé. Estou convencido de que a única coisa que me permitiu seguir adiante foi o meu amor pelo que fazia. Você tem que descobrir o que você ama. Isso é verdadeiro tanto para o seu trabalho quanto para com as pessoas que você ama. Seu trabalho vai preencher uma parte grande da sua vida, e a única maneira de ficar realmente satisfeito é fazer o que você acredita ser um ótimo trabalho. E a única maneira de fazer um excelente trabalho é amar o que você faz.

Se você ainda não encontrou o que é, continue procurando. Não sossegue. Assim como todos os assuntos do coração, você saberá quando encontrar. E, como em qualquer grande relacionamento, só fica melhor e melhor à medida que os anos passam. Então continue procurando até você achar. Não sossegue.

Quando eu tinha 17 anos, li uma frase que era algo assim: “Se você viver cada dia como se fosse o último, um dia ele realmente será o último”. Aquilo me impressionou, e desde então, nos últimos 33 anos, eu olho para mim mesmo no espelho toda manhã e pergunto: “Se hoje fosse o meu último dia, eu gostaria de fazer o que farei hoje?” E se a resposta é “não” por muitos dias seguidos, sei que preciso mudar alguma coisa.

Lembrar que estarei morto em breve é a ferramenta mais importante que já encontrei para me ajudar a tomar grandes decisões. Porque quase tudo - expectativas externas, orgulho, medo de passar vergonha ou falhar - caem diante da morte, deixando apenas o que é apenas importante. Não há razão para não seguir o seu coração. Lembrar que você vai morrer é a melhor maneira que eu conheço para evitar a armadilha de pensar que você tem algo a perder. Você já está nu. Não há razão para não seguir seu coração.

Fonte: Trechos do discurso do não formado Steve Jobs para os formandos da importante Universidade de Stanford, Califórnia, EUA. Foi nessa universidade que surgiu o projeto de um sistema de busca que veio a se tornar o atual Google.

Caricatura do pai dos iPads: João de Deus Netto - Ilustração do Gutenberg está em todo canto da rede.
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