quinta-feira, 30 de junho de 2011

Passado o 7º Dia ...

(clique na ilustração)
Lobismo destruidor
SE ELEITO, SERRA QUERIA PAULO RENATO DE VOLTA PARA COBRAR MENSALIDADE EM UNIVERSIDADES PÚBLICAS.

Ex-colega do Zé Bolinha de Papel Serra no ministério do desgoverno FHC, o Secretário da Educação do desgoverno tucano paulista, Paulo Renato Souza, era nome certo para voltar ao Ministério da Destruição da Educação, se por acaso o enganador tivesse sido eleito presidente da República. Ambos eram unha e carne, irmanados que estavam no mesmo ideal privatizador/entreguista do patrimônio público.
Apenas para clarear a memória, citamos o registro feito pelos jornalões da época em que os próceres do PSDB queriam, porque queriam, “desmontar a Petrobras osso por osso” e livrar-se da petrolífera, tida por eles como "um dos últimos esqueletos da República".
Paulo Renato, o homem das hirsutas sobrancelhas (que, por sinal, ficam encrespadíssimas toda vez que a internet invoca seu santo nome), temos de admitir, é bom de negócio. Eleito deputado federal (financiado pela Folha de S.Paulo), licenciou-se na Câmara para ocupar a Secretaria de Educação de José Çerra, sem abrir mão de seu lucrativo empreendimento de tráfico lobista. Entre as inúmeras – e tenebrosas – transações que efetuou no cargo, a mais vergonhosa, certamente, foi esta aqui, em que a Secretaria da Educação paulista encomendou a impressão de 24.139.900 exemplares de “cadernos do aluno” à empresa Posigraf, do Grupo Positivo, cliente graúdo da empresa lobista de Paulo Renato. Se ainda não estiver de bom tamanho, recupere aqui a farra de quase R$ 100 milhões do governo tucano com a Microsoft.
Pois, em uma entrevista à reporter Monica Weinberg, da revista Veja, Paulo Renato Sousa – amigo de fé, irmão-camarada de Serra – declarou, sem pejo, que é “bobagem” essa história de “preservar a universidade gratuita”, e que “é preciso, de uma vez por todas, começar a enxergar as questões da educação no Brasil com mais pragmatismo e menos ideologia”.
Não somos nós que estamos dizendo. São eles, os próprios vendilhões.

Para ler a íntegra da entrevista de aluguel, respire fundo e vá até o site Educar para Crescer, do Grupo Abril, onde está abrigado o texto completo da conversa imoral, entreguista recheada de canalhice sem o menor pudor.


CONHEÇA MAIS DO TRAFICANTE LOBISTA VENDIÃO DO ALHEIO QUE QUASE DESTRUIU A ESCOLA E A UNIVERSIDADE PÚBLICA BRASILEIRA, NESTES LINKS:


PORQUE PAULO RENATO FAZIA ASSINATURA DE JORNAL ESPANHOL PARA A ESCOLA PÚBLICA PAULISTA?





segunda-feira, 30 de maio de 2011

Flor do Néscio...

(clique na ilustração para ampliar)
Ministro da Educação Fernando Haddad
A expressão "Última flor do Lácio", inculta e bela" é o primeiro verso de um famoso poema de Olavo Bilac, poeta brasileiro que viveu no período de 1865 a 1918. Esse verso é usado para designar o nosso idioma: a última flor é a língua portuguesa, considerada a última das filhas do latim (Língua indo-européia , primitivamente falada no Lácio, antiga região da Itália, e, paulatinamente, em todo o império romano, e cuja existência está documentada desde o séc. VI a. C.).
O termo inculta fica por conta de todos aqueles que a maltratam (falando e escrevendo errado), mas que continua a ser bela.

Língua portuguesa

Olavo Bilac


Última flor do Lácio, inculta e bela,
És, a um tempo, esplendor e sepultura:
Ouro nativo, que na ganga impura
A bruta mina entre os cascalhos vela...

Amo-te assim, desconhecida e obscura.
Tuba de alto clangor, lira singela,
Que tens o trom e o silvo da procela,
E o arrolo da saudade e da ternura!

Amo o teu viço agreste e o teu aroma
De virgens selvas e de oceano largo!
Amo-te, ó rude e doloroso idioma,

Em que da voz materna ouvi: "meu filho!",
E em que Camões chorou, no exílio amargo,
O gênio sem ventura e o amor sem brilho!

Olavo Bilac, além de poeta parnasiano, cronista, contista, conferencista e autor de livros didáticos, deixou também na imprensa do tempo do Império e dos primeiros anos da República vasta colaboração humorística e satírica, assinada com os mais variados pseudônimos, entre os quais os de Fantásio, Puck, Flamínio, Belial, Tartarin-Le Songeur, Otávio Vilar, etc., assinando, em outras vezes, o seu próprio nome. Nascido no Rio de Janeiro a 16 de dezembro de 1865, foi um dos fundadores da Academia Brasileira de Letras, em que ocupou a cadeira nº. 15, que tem Gonçalves Dias por patrono. No seu principal livro, "Poesias", incluiu Bilac alguns sonetos satíricos , sob o título de "Os Monstros". Escreveu livros em colaboração com Coelho Neto, Manuel Bonfim e Guimarães Passos, sendo que, com este último, o volume intitulado "Pimentões", de versos humorísticos.

Os versos acima foram extraídos do livro "Poesias", Livraria Francisco Alves - Rio de Janeiro, 1964, pág. 262.
http://www.releituras.com

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(cliq nu anunss e ampli)


Meu sarrinho particular: logo agora que eu começava a aprender a bem tratar essa fulor... (João Grillo)

sábado, 28 de maio de 2011

O Porta-voz do MILLENIUM.

(clique e amplie a caricatura)
As sete pérolas de um cordão mal-ajambrado
por Wedencley Alves
Para o jornalista "bissexto", ser de direita é ser racista, homofóbico e defensor da tortura. Sem querer, Guilherme Fiúza explica em suas próprias palavras porque ninguém se assume de direita neste país.
E veio de onde menos se esperava a pior definição do que é ser de direita.  Sinceramente, acredito que esta vertente ideológica não merecia tamanha injustiça...
Imagino que qualquer um com um pouco de discernimento acredite que há um pensamento  de direita que não se  preste, necessariamente, ao reacionarismo, racismo,  à homofobia ou defesa apaixonada de torturadores.
Dizer que todos aqueles que sustentam a bandeira do livre mercado, da propriedade privada  ou , mesmo, se conformam com a assimetria econômica e política entre grupos sociais, fazem eco às opiniões de um Jair Bolsonaro da vida, é acreditar realmente nos próprios estereótipos expelidos por um senso comum esquerdista.
Mesmo os mais conservadores dos nossos jornais - uma redundância concessiva, diga-se de passagem - não receberam bem as palavras de Bolsonaro. Não parece que Marinhos, Frias e Mesquitas tenham se convertido de uma hora para outra em patrulheiros de esquerda.
Algumas passagens de um texto do autor reproduzido em alguns sites botinudos por aí são uma ducha de água fria para quem tem a sincera esperança de que pode haver vida inteligente em qualquer vertente ideológica.
Guilherme Fiúza sai em defesa de Bolsonaro e se indigna com o fato de que negros e gays se sentiram mal com as estripulias verbais do deputado. Não usou da mesma  tolerância com o outro deputado polêmico, o Tiririca: crimes gramaticais doem mais, para o jornalista, que a defesa da tortura.
Sem nenhuma palavra em solidariedade em favor da vítima direta das agressões,  a cantora Preta Gil, Guilherme Fiúza se irrita porque muita gente ficou irritado com tanta insensatez vinda de um representante parlamentar.
Misturando jiló com tapete persa, Fiúza tenta convencer o seu leitor lançando mão de bandeiras e frases prontas. Para o jornalista "bissexto", ser de direita é ser racista, homofóbico e defensor da tortura. Sem querer, Guilherme Fiúza explica em suas próprias palavras porque ninguém se assume de direita neste país...
LEIA MAIS DO DEBOCHE  AQUI 
E MAIS, NO  MUITO ALÉM DO DEBOCHE 


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GUILHERME FIUZA NA WIKIPEDIA - http://pt.wikipedia.org/wiki/Guilherme_Fiuza


Ora direis, mas, só isso?! Como só isso? Seu extenso currículum só está nessa magnitude por causa do tamanho do título do livro “Meu nome não é Diogo Mainardi, porra!”, que sempre é citado acrescentando-se o nome do filme “Meu nome não é Diogo Mainardi, caralho!” Agora, some-se a isso o título do livro que você tem que ler antes de morrer... Amazônia, 20º Andar: De Ipanema para o topo do mundo, uma jornada na trilha de Chico Mendes ...

(João de Deus Netto - Caricaturista e blogueiro deste JenipapoNews.) 



A OAB DE RAIMUNDO FAORO



RAYMUNDO FAORO, NOSSO AMIGO
Maria Victoria Benevides 

Modéstia à parte, Raymundo Faoro foi um dos nossos. O consagrado autor de Os Donos do Poder era, sim, “da casa”: mestre, crítico, conselheiro, colaborador, amigo de todos nós, os pais (e mães!) fundadores e os continuadores do CEDEC.
Pouco presente em pessoa, era uma referência constante; o grande historiador, jurista e sociólogo, mas também o publicista notável, que sempre acompanhou, com sua pena certeira e suas intervenções públicas, a vida política da nação. É bem conhecida sua brilhante atuação quando presidente do Conselho Federal da OAB (1977-1979). Aliás, a OAB adquiriu um prestígio extraordinário, como fonte e voz da sociedade civil, graças a ele. Tornou-se um dos principais representantes dos que lutaram contra a ditadura, sendo
interlocutor dos políticos e dos militares, que nele reconheceram um adversário lúcido, corajoso e livre de qualquer projeto político pessoal. Sempre ficou claro, para todos que o conheceram, sua completa falta de ambição para cargos e honrarias. É importante destacar este dado de sua personalidade, pois não foram poucos os que atribuíram ao seu dinamismo à frente da OAB objetivos políticos menos nobres, como ser nomeado ministro da Justiça ou membro do STF num futuro governo democrático. Os fatos provam que ele nada quis, nem abandonou suas trincheiras de luta contra os arrivistas da “transição transada”.
Quando Luiz Inácio da Silva foi à sua casa convidá-lo para ser vice (campanha de 1989), Raymundo recebeu-o de braços abertos e adega fidalga (gostava muito do líder petista, com quem manteve relações de mútua admiração e amizade até o fim). Mas ponderou: “Lula, sou um homem preguiçoso e amante das boas coisas da vida. Aceitaria, de bom grado, uma embaixada em Viena...desde que vitalícia”.

Apesar de participar, junto com Mino Carta, seu fraternal amigo, das revistas  IstoÉ/Senhor, Carta Capital e do excelente e efêmero  Jornal daRepública, era pouco presente em São Paulo. Detestava deixar o Rio de Janeiro, onde morava – com fino gosto (e entre montanhas de livros e vídeos de teatro) –, debaixo do Cristo Redentor, com quem, dizia, muitas vezes “acertava as contas”, o coração pesado de ira et studio. O bairro chama-se Cosme Velho, escolhido como se Raymundo Faoro quisesse também os ares bucólicos de seu querido Machado, sobre o qual escreveu a obra prima Machado de Assis: A Pirâmide e o Trapézio (livro pouco lembrado, o que é uma lástima). Aliás, como o velho bruxo, Raymundo tinha o horror de ser “medalhão”. Aceitava nossos convites, no CEDEC ou na USP, mas avisava: estão proibidas as louvações.



Maria Victoria Benevides é socióloga e professora titular da Faculdade de Educação da Universidade de São Paulo (USP)

FAORO ANALISA A 
SOCIAL DEMOCRACIA BRASILEIRA


RAIMUNDO FAORO  HISTORIADOR 



OAB, MINHA CASA MINHA VIDA!

(clique na ilustração e amplie)

MNBD-Brasil fala de ética a Ophir Cavalcante


Há quem diga, que o senhor Ophir Cavalcante, está confundindo a OAB com o projeto do governo, minha casa minha vida, onde a OAB é sua casa e a presidência é o ar que ele respira.
Outro fato interessante que vem ocorrendo é o numero expressivo de políticos, juízes, promotores, procuradores e até mesmo dirigentes e membros da OAB que vem se manifestando contra o exame de ordem, principalmente de advogados que, não só vem se manifestando contra o exame de ordem, como também estão se juntando ao MNBD (Movimento Nacional dos Bacharéis em Direito) e se colocando a disposição do movimento para que se cumpra a constitucionalidade.

È muito comum no mundo acadêmico e até mesmo entre advogados, ouvir que a OAB seria o quarto poder, mas parece que o senhor Ophir Cavalcante está descobrindo que são apenas três, que existem mais Vladimir Souza Carvalho pelo país e que os bacharéis não são tão incompetentes quanto parece perante um exame tão mal elaborado, tão confuso, cheios de pegadinhas e maus exemplos, como é o exame de ordem.

Talvez, o senhor Ophir Cavalcante, não tenha notado que, independente do exame de ordem ser inconstitucional, esse senhor mexeu com o brio de muitos brasileiros que se sentiram ofendidos com suas declarações, entre eles, profissionais da área do Direito que foram desrespeitados dentro de suas atribuições.

Com tudo, democraticamente, os bacharéis em Direito vem se unindo e se organizando por todo o país, não para discutir opiniões se o exame de ordem é bom ou ruim e sim  para exigir que se cumpra a lei maior, a Constituição Federal.



Nova logomarca da Ordem, segundo a concepção do novo proprietário.

Caricatura e logomarca: João de Deus NETTO - jenipaponews.

domingo, 22 de maio de 2011

A Pedrada da Vez...

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- "Essa música eu fiz em parceria com Pedro Malan, André Lara Rezende, Persio Arida , Francisco Lopes, Luis Carlos Mendonça de Barros, Arminio Fraga, Ricardo Sergio e principalmente Daniel Dantas ..."

"Eu sei que vão censurar
O meu proceder
Eu sei mulher
Que você mesma vai dizer
Que eu voltei prá me humilhar
É, mas não faz mal
Você pode até sorrir
Perdão foi feito
Prá gente pedir
Perdão foi feito
Prá gente pedir..."

DOM JOÃO VI, PAULO MALUF, FERNANDO HENRIQUE CARDOSO,ZÉ DIRCEU, ZÉ SARNEY,JOSÉ SERRA, ARRUDA DELÚBIO SOARES, JOAQUIM RORIZ, RENAN CALHEIROS, ZÉ SARNEY,KASSABI, YEDA CRUSIUS, NEWTON CARDOSO, JOAQUIM RORIZ, SÉRGIO NAYA, NICOLAU DOS SANTOS NETTO, ADEMAR DE BARROS, ZÉ DIRCEU, HUGO NAPOLEÃO, JOSÉ SARNEY,GENEBALDO CORREA,PAULO SALIM MALUF, RAIMUNDO CARDOSO, ÍRIS RESENDE, INOCÊNCIO DE OLIVEIRA, ROMERO JUCÁ, CELSO PITTA, DIVALDO SURUAGY, AMAZONINO MENDES, ORESTES QUÉRCIA, LUIZ ANTÔNIO FLEURY FILHO, CÉSAR MAIA, ANTONY GAROTINHO, ROSINHA GAROTINHO, ÁLVARO LINS, IBSEN PINHEIRO, ANTÔNIO ROGÉRIO MAGRI, FERNANDO COLLOR DE MELLO, ZÉLIA CARDOSO DE MELLO, ROSANE COLLOR, JOÃO DE MELO ELEUTÉRIO, EURICO MIRANDA, ELÓI BRAZ SESSIM, GILBERTO MESTRINHO, JOSÉ IGNÁCIO FERREIRA, JOSÉ CARLOS GRATZ, JOSÉ ARTHUR GUEDES TOURINHO, MÃO SANTA, JORGE MURAD, JOSÉ CARLOS DE CASTRO MARTINEZ, SIQUEIRA CAMPOS, JAIRON BARROS NEVES, RICARDO FIUZA, EZIO FERREIRA, RONALDO ARAGÃO,ZÉ SARNEY, GILMAR MENDES, AÉCIO NEVES... OS DIRETÓRIOS DO PSD,UDN,PFL, 
ARENA, (P)MDB, PDS,PSDB, DEMO,PT,PP,PPS,PQP,PRN,PSOL,PQP,PTC, PSC, PQP...

Continua a semana que vem logo após a DIVULGAÇÃO das pesquisas de popularidade LULA / DILMA; Balança Comercial, Exportação, Índices de Empregos,Feirão da Casa Própria, PAC, Balança Comercial, Salário Mínimo, IBGE/POBREZA, Enem, Comparativo Inflação, Queda tiragens Jornais, Revistas, Queda Audiência do JN, Fantástico, RECORD chegando, BOLSA EDUCAÇÃO, Início das OBRAS nos AEROPORTOS, PRISÃO DE TRAFICANTES NO RIO, KIT GAY...  


Caricatura e montagem microfone: João de Deus NETTO


sexta-feira, 20 de maio de 2011

O tempo é o senhor da história...

(clique na ilustração)
Jorge Bornhausen

“Temos que nos livrar desta raça do PT por 30 anos!” 
Numa declaração que combinava um ódio de classe muito enraizado e a xenofobia que não é comum à cultura de nosso país.
Por: Altamiro Borges
Na crise política que se arrastava no país, sinistros personagens tinham conquistado os holofotes da mídia por sua postura raivosa e golpista. Entre eles, destacava-se o senador Jorge Bornhausen, presidente do então PFL. Quando a tensão atingiu o seu ápice, ele festejou a possibilidade do impeachment do presidente Lula e da derrota das esquerdas para uma platéia de ricaços em São Paulo: "Vamos nos livrar dessa raça por uns 30 anos". Rechaçado pela declaração racista, o notório reacionário tentou remendá-la. Na seqüência, diante dos cartazes espalhados em Brasília com sua foto sobreposta a uma imagem nazista, ele teve um chilique e esbanjou histeria, relembrando seus velhos tempos de serviçal da ditadura militar.
Mas o senador Jorge Konder Bornhausen não está com esta bola toda! Como desabafou o presidente Lula, irritado com os hidrófobos do PFL, "eles não têm moral para criticar". Na vida política, o senador sempre esteve a serviço das piores causas. Ele iniciou sua carreira na UDN, partido da elite, com roupagem moralista, conhecido pelas ações golpistas contra Getúlio Vargas e João Goulart. Após o golpe de 1964, foi um dos líderes da Arena, partido da ditadura, da tortura e dos assassinatos, sendo presenteado com o posto de governador biônico de Santa Catarina. Com a redemocratização, fundou o PFL e ajudou a forjar a imagem de Fernando Collor de Mello. Defendeu este governante corrupto até o seu impeachment.
No triste reinado de FHC, Bornhausen foi um de seus principais ministros e ajudou no nocivo processo de privataria do Estado e de desmonte do Brasil.
Em junho de 2003, os procuradores Luiz Francisco de Souza, Raquel Branquinho e Valquíria Quixadá entregaram à Receita Federal cerca de seis mil documentos sobre 52 mil pessoas que lavaram US$ 30 bilhões nos EUA a partir do Banestado de Foz do Iguaçu. O maior foco de investigações recaiu sobre "a família do sr. Jorge Bornhausen, do PFL, cujo banco familiar, o Araucária, lavou ao menos US$ 5 bilhões nesse esquema, que envolvia dinheiro de traficantes, de doleiros, mas sobretudo das sobras de campanhas eleitorais" .
Todos estas graves denúncias, infelizmente, não fluíram no conciliador governo Lula. Elas bem que 
poderiam desmascarar muitos dos que hoje pousam de políticos honestos e esbanjam arrogância.

PROFETA LULA

O último dos dinossauros, aquele que queria acabar com a raça do PT, mordeu o próprio rabo e se envenenou. E a profecia se fez realidade: “Precisamos extirpar o DEMo da política brasileira”, discursou Lula em 13/09/2010, em Joinville, SC. Na terra dos Bornhausen, Lula previu o previsível. Não demorou um ano e o DEM está se desintegrando: BORNHAUSEN ACABOU COM A RAÇA DO DEMO.

OS SÓRDIDOS ACONTECIMENTOS DA VIDA POLÍTICA DOS “BORNHAUSEN” VOCÊ ENCONTRA AQUI


LUIZ CARLOS PRATES – TUDO NOVO!!!!


Luiz Carlos Prates, contratado pelo SBT Santa Catarina em janeiro, ampliou seu espaço na programação da emissora.



DITADURA? MASSACRE REALENGO

domingo, 15 de maio de 2011

KIT GAY - Apologia ou Preconceito?



Toda força a nossos gays mirins
Ivan Lessa
Colunista brasileiro da BBC de Londres, para o Brasil
Não sou homem de abaixo-assinados. Assinei alguns, só de birra, e, em seguida, abaixei a cabeça e moitei. Toda ação comum me desestimula. Nelas não acredito. Que me apontem um abaixo-assinado que tenha funcionado no Brasil. Isso. Não tem. Pensei que deles estivesse livre.
Um veio me pegar aqui numa Londres onde apenas 35% das petições públicas chegam aos olhos e ouvidos das pessoas que decidem essas coisas – e olha que já é muito.
Nosso abaixo-assinado, e que me atingiu no meio da testa, vai logo dizendo a que veio e a quantas as coisas andam: “Somos contra o maior escândalo deste país, o KIT GAY (sic)” e é destinado à presidente da República Federativa do Brasil; Congresso Nacional do Brasil; Supremo Tribunal Federal e Assembleias Legislativas.
Quem redigiu o documento foi direto ao assunto. Lá está e limito-me a copiar:
“Somos contra o maior escândalo deste país, o KIT GAY (sic). Não aceitamos que nossas crianças de 7,8,9 e 10 anos recebam esse tal de KIT GAY. Neste KIT GAY há 2 vídeos com o título Contra a Homofobia, mas na verdade nesses vídeos contém mensagens subliminares para as nossas crianças, induzindo-as à homossexualidade. Uma coisa é preconceito... Outra coisa é fazer apologia ao homossexualismo!!!”
O português é meio maroto, mas o recado é dado de bate-pronto. Na linha seguinte, o documento acusa o Kit Gay (deixaram de lado as maiúsculas escandalosas. Por quê?) de estímulo ao homossexualismo e incentivo à promiscuidade e à confusão de discernimento da criança sobre o conceito de família. Que família, “seu”? A garotada envolvida está no banheiro do colégio.
Prossegue o texto, citando como fonte não Julian Assange (que fim levou?) mas o Jornal da Câmara dos Deputados. Ao que parece, o primeiro vídeo mostra um garoto de 14 anos chamado Ricardo que, certa hora, vai ao banheiro urinar. Enquanto urina, Ricardo dá uma olhada para o lado e vê o pênis de seu amigo e se apaixona pelo garoto. Ao retornar para a sala de aula, a professora da classe chama o menino pelo seu nome (Ricardo), que é quando o mesmo cerra seus lábios, pois, segundo diz, em alto e bom som, que quer ser chamado de “Bianca”.
Algumas ponderações: Ricardo, ou “Bianca”, descobriu sua porção homossexual em questão de minutos talvez, nem mesmo chegando a buscar um nom de guerre mais original. Mais: como era o nome da professora? E do amigo cujo piu-piu mudou a vida de Ricardo/”Bianca”? Muito importante: o que havia de especial na troncha do amigo da mijadinha escolar? E ainda: terá a professora exclamado para seus botões, “Bianca! Audácia do jovem bofe!”
No outro vídeo (consta que o diretor de ambos optou pela anonimidade), duas meninas lésbicas de aproximadamente 13 anos (como é que a petição sabe? Idade de mulher ou menina engana muito) serve de exemplar para outras (colegas? Lésbicas também? Heterossexuais? Que colégio é esse?). O vídeo mostra, e não sei como, a profundidade que a língua de uma menina deve entrar na boca da outra no decorrer do que já foi chamado de “ósculo sáfico”. Ouvi em algum lugar que, se der jeito e havendo condição, o ideal é 8cm. Mas capaz de ser exagero do pessoal.
O abaixo-assinado frisa que os vídeos (ou Kit Gay) já se encontram em fase de licitação (sempre um mau sinal) para serem distribuídos em todas as escolas estaduais e municipais de todo – conforme chamam – PAÍS. E finaliza o documento: “Uma coisa é preconceito, outra coisa é APOLOGIA AO HOMOSSEXUALISMO.” (Ei, abaixo-assinado, é DO e não AO. Ninguém aí foi ao colégio? Nem para fazer pipi ao lado do amigo anônimo do Ricardinho?)
Não assinei por uma questão de princípio e de fim também. Nem o garoto nem as meninas me parecem críveis e a professora não pode ser mais incompetente. Sem falar do fato que há um questionário com 6 quesitos a serem preenchidos.
Mas tenho uma sugestão. Dar à garotada que está jogando no outro time, por sinal cada vez mais o time de cá, nomes mais apropriados, como se faz com casal de bonecas, Ken e Barbie, por aí. Poderia ser Kit Gay (o guri) e Kitty Gay.


André Lázaro, Secretário de Educação Continuada, Alfabetização e Adversidade do MEC,  e autor do projeto do tal Kit Gay.


Logomarca do Projeto "Educacional"

OS VÍDEOS:

ENCONTRANDO "BIANCA"

TORPEDO


PROBALIDADE

domingo, 8 de maio de 2011

O STF e as Leis...



HardyBrevy

Desenrola-se no Supremo Tribunal Federal julgamento sobre o reconhecimento da união homoafetiva.
O Ministro Ayres Britto, relator, votou por uma interpretação conforme a Constituição Federal, a fim de que não se veja no enunciado do art. 1.723 do Código Civil impedimento para uma união de pessoas do mesmo sexo como unidade familiar.
O art. 226 da Constituição, em seu §3º, diz que “é reconhecida a união estável entre o homem e a mulher como entidade familiar” (grifou-se). Não é uma norma aberta para permitir interpretações. O legislador foi claro em 1988 e repetiu esse pensamento através do Código Civil de 2002.
Não se trata de impedir que os homossexuais tenham acesso aos benefícios (e deveres) que uma união nesses moldes apresenta. O que se deve debater é o reconhecimento de uma situação explicitamente contrária à Lei Maior. O fato é que o STF deve ser o guardião da Constituição e defender o que dela se extrai, e não encontrar saídas filosófico-hermenêuticas para adicionar uma luz artificial na tentativa de iluminar onde não há escuridão.
Tanto a decisão é frágil que os Ministros Gilmar Mendes e Ricardo Lewandowski, que acompanharam o relator, têm receios quanto à fundamentação da decisão.
O STF não pode ursurpar a função do Legislativo. Essa é a questão. Até aqui o legislador decidiu não se manifestar a respeito da união homoafetiva. Pode ser que a maioria do Congresso Nacional não entenda que esta é a vontade do povo, ou aqueles que – teoricamente – representam o interesse do povo preferem deixar o tema sem resposta porque assim lhes convém politicamente. A bandeira pró e contra o homossexualismo serve de motor para vários políticos. E serve também para aqueles que se aproveitam para balançar para um lado ou outro conforme o vento sopra.
O povo brasileiro mostrou que pode se fazer ouvir através da Lei da Ficha Limpa, promulgada por pressão popular.  Se for da vontade do povo que a união homoafetiva seja reconhecida como união estável, que ele se mobilize para a aprovação de uma lei federal neste sentido. Aí pode haver um debate se uma lei infraconstitucional pode modificar a situação ou necessita-se de uma emenda constitucional.
O STF tornar-se criador de legislações, aplicando interpretação extensiva a leis de conteúdo claro, é uma ameaça para a democracia. Os Ministros não são eleitos pelo povo, são nomeados por políticos e, por isso, parecem mais vulneráveis às pressões ou alinhados com a vontade de quem os empossam. Se não, valem-se de seu entendimento pessoal, e o pensamento de 11 Ministros, ainda que de grande conhecimento, reflete menos a vontade de uma nação do que 513 deputados e 81 senadores.
(*Com o auxílio de um colega de trabalho.)
Fonteoylla.wordpress.com
Mais sobre a matéria no site JUS NAVIGANDI 


Fotomontagem: João de Deus NETTO/Jenipaponews

terça-feira, 3 de maio de 2011

Casamento Real & Beatificação Papal

(clique no Renato)
O marketing do espetáculo
Por Alberto Dines

Qualquer avaliação mais consistente sobre "o casamento do século" na sexta-feira (28/4) em Londres ficará incompleta se não for colocada ao lado da "beatificação da década" encenada dois dias depois, em Roma.
As douradas bodas do príncipe William com a plebéia Kate Middleton e a primeira fase do velocíssimo processo de santificação do papa Karol Wojtila fazem parte de um mesmo processo que poderia ser chamado de "marketing do espetáculo".
A monarquia britânica é uma fantasia que ficou escancarada com a morte da rainha Vitória, última figura real efetivamente carismática, em 1901. O toque de romantismo da abdicação de Eduardo 7º (em 1936), os dramas amorosos da princesa Margareth (irmã da atual rainha) e a trágica morte de Lady Di às margens do Sena, em 1997 – episódios intensamente midiatizados e agora esquecidos – confirmam que as monarquias deixaram a esfera do Estado e passaram a funcionar pela lógica das lantejoulas e dos holofotes.
O rei da Espanha, Juan Carlos, é o único no mundo com algum peso político graças à habilidade na transição do autoritarismo para a democracia. O resto é folhetim. Ou fraude.

Deslumbre tropical

"Santo subito", santo já, pediam as faixas na praça São Pedro, em Roma, depois do falecimento de João Paulo 2º, em 2005. A igreja católica perdia terreno para as confissões luteranas, multiplicavam-se os abusos sexuais em confessionários e seminários, o fracasso de George W. Bush na luta contra o "Eixo do Mal" comprometia as façanhas políticas do pontífice polonês que ajudou a romper a Cortina de Ferro.
A beatificação de Karol Wojtila está sendo considerada a mais rápida da história, a canonização e a santificação terão igual velocidade. Santidades reforçam a fé – quanto mais atuais, mais eficazes. A espiritualidade e a teologia saíram de cena, substituídas pela ferramenta da modernidade: a fabricação de fatos. Londres envolveu-os com charmes do novoriquismo e sonhos juvenis. A eterna Roma, mais pragmática, aposta em crenças.

Nossa mídia extasiou-se durante duas semanas no reino das abóboras e abobrinhas, incapaz de perceber que há algo de decadente na velha Albion. Se pudesse ficaria outras duas fofocando e tricotando banalidades em Londres e arredores. Caso clássico de interação entre mediadores e mediados. A cobertura da BBC na noite do casório foi muito mais sóbria do que a cobertura dos deslumbrados telejornais brasileiros.

sábado, 30 de abril de 2011

Papa beatificado - I


TEATRO MEDIEVAL

O teólogo Leonardo Boff, que optou deixar o sacerdócio em 1992 após ter sofrido nos anos 1980 censura do Vaticano por suas críticas à hierarquia, avalia que a figura carismática e atlética do papa "falava por si mesmo", embora fosse contraditória. "Não precisava ter escrito as 100 mil páginas que ele escreveu em documentos", diz Boff.

O teólogo diz que o papa esvaziou o "aggiornamento", conceito usado pelo Concílio Vaticano II para se referir à necessidade de atualização da Igreja frente à modernidade. “Construiu uma igreja para dentro, prolongando o velho modelo medieval. Com muito rigor e ordem, reprimiu mais de 140 teólogos que foram silenciados e as conferências episcopais (conselhos dos bispos, como a CNBB) passaram por um processo de romanização”, diz Boff.

"Foi um grande ator, que ensaiou sua própria apresentação no mundo e que teve algo positivo nisso: mostrar no mundo privatizado que o fator religioso existe e pode mover milhões. As manifestações eram shows, mas o conteúdo era fraco", diz.  Boff avalia que até mesmo o diálogo com outras religiões foram apenas diplomáticos, embora pioneiros. “São gestos pastorais, se perguntarmos qual a teologia, aparece o documento onde se apresenta uma doutrina absolutamente retrógrada, que sustenta que fora da Igreja não há salvação”, diz.

Textos: Leonardo Boff - Agências de Notícias
Títulos: Jenipaponews
Caricaturas: João de Deus Netto

Papa beatificado - II


LINHA DE MONTAGEM

A rapidez do processo de beatificação é apontada por vaticanistas como resultado de pressão de grupos tradicionalistas. "A ala conservadora tem interesse numa leitura triunfalista do papado de João Paulo II, para esconder a obra de seu pontificado atrás de uma auréola sagrada e assim torná-la indiscutível”- Giancarlo Zizola – na BBC.

“Karol Wojtyla foi também criticado por não ver os comportamentos criminosos, principalmente de pedofilia, dentro da Igreja, e por não ter tomado medidas firmes quando o escândalo começou a eclodir nos Estados Unidos em 2000”.Marcos Tossati – Agência. EFE 

A Congregação para a Causa dos Santos ressaltou em nota que foram respeitados "escrupulosamente" todos os passos exigidos. O porta-voz do Vaticano, Federico Lombardi, assegurou que, inclusive, foram investigadas críticas  pelo fato de João Paulo II supostamente ter protegido o padre pedófilo mexicano Marcial Maciel. De acordo com o porta-voz, a investigação foi feita e não foi encontrada nenhuma evidência de que eleI tenha protegido Maciel.

As afirmações do Vaticano não convencem os críticos. “Ele sabia dos pedófilos e encobriu, era muito próximo do fundador dos Legionários de Cristo (Marcial Maciel). Há elementos sombrios, a partir dos quais se colocaria em questão sua canonização”, disse Boff.

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